quinta-feira, 28 de março de 2013

Família Espalharte

Tudo começou com uma brincadeira, ontem fizemos uma actuação no CAEP. Pois é, tudo se constrói quando se quer muito. E construiu-se. Construiu-se um grupo de teatro amador, cheio de vitalidade e energia, coragem e determinação, carisma e vontade; um grupo que enfrenta diariamente os problemas nele existentes, um grupo que, fundamentalmente, não desiste!
Já vivi muito com este grupo: já ri e chorei "baba e ranho", já passei férias junto deles, já criei histórias com eles, já me zanguei, já me cansei, já gritei, já relaxei, já andei de olhos fechados, já experimentei mil e uma fatiotas, já dancei, já escrevi e descrevi, já maquilhei e já ajudei a vestir, já participei, já li, já imitei, já falei, já desabafei, já fui psicóloga, já festejei, já tive aquele nervoso miudinho antes de entrar em palco, já interpretei e fui aplaudida. Já fiz éne coisas com eles e para eles, que não me arrependo nada de as ter feito, pois contribuíram para aquilo que sou hoje. Se deixava de fazer alguma coisa? Não, nunca. Se voltaria atrás e não teria embarcado nesta aventura? Não, de modo nenhum.
Comecei a afeiçoar-me, de um tal modo, que criei laços de amizade e de amor. Conheci e descobri gente espectacular, cada um com o sei feitio, especiais às suas maneiras, mas muito importantes para a minha realização pessoal. Depois vieram as brigam, umas dentro do próprio grupo e outras arrastadas, como que pelo vento, do exterior para o interior do grupo. Neste momento gostaria de me reconciliar com certas pessoas, pois num grupo a estabilidade de uns é o factor principal para a estabilidade de todos; ou seja, se dois estiverem bem, os restantes também estarão. Sinto, eu e não só, que há grupos dentro do grupo. Sinto que isso afecta. Sinto-me mal graças a essa situação, e não é dizer por dizer, sinto-me mesmo mal. Em Setembro a minha vida vai mudar, e não sei se continuarei no grupo. Talvez terei de abandoná-lo para sempre. E aí, vai haver saudade. Uma saudade de quem viveu os melhores anos da sua vida com pessoas muito especiais. Mas a vida é mesmo assim, nem sempre podemos criá-la e modificá-la à nossa maneira. Tenho pena, e sim, vou chorar bastante. Eram já parte da minha família.
Enquanto isso acontece e não acontece, acho que se tem de aproveitar ao máximo. Mas não é com metade do grupo junto a mim e a outra metade afastada de mim que isso vai acontecer. Vou empenhar-me, conseguir trazer de volta os bons momentos, os momentos da Família Espalharte! Porque como diz aquela música "A vida não vai parar, vai como o vento, tens tudo a dar, não percas tempo", a vida não pára e não há tempo para pensar duas vezes entre o aproveitar e o abandonar.
A todos, um muito OBRIGADA!

quarta-feira, 27 de março de 2013

...

Bem, andei a "vasculhar" as visualizações do meu blog e deparei-me com um cenário curioso: 19 visualizações no post "homens de h pequeno e estatura de 3 metros e tal". Não sei se será bom, se será mau ... Este blog foi criado com o intuito de diário pessoal, como desabafo, não como crítica social; não querendo ser mal interpretada aqui fica o meu esclarecimento.

sábado, 23 de março de 2013

grandes frases/textos


“Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer.”

Margarida Rebelo Pinto


quarta-feira, 20 de março de 2013

18 anos

Dizia a minha mãe, ontem, que era para ter sido no dia 19 e não no dia 20. Pois é, atrasei-me. Talvez seja por isso que a minha pontualidade nem sempre seja a melhor ... Mas até foi uma boa prenda do dia do pai, atrasada, mas foi!
E hoje, no dia 20 de Março de 2013 cumprem-se os 18 anos de vida desta tal "prenda atrasada". Se me perguntarem qual é a sensação, a minha resposta passa por " é igual às outras sensações de fazer 5, 10, 20, 90 anos ". Sim, já posso ser presa e já posso votar, coisas que requerem alguma responsabilidade da minha parte. Já posso conduzir, o que me faz sentir adulta. Mas a sensação é igual: fazer mais um ano e crescer. Bem, já posso fazer muitas mais coisas adultas, isso é verdade, mas eu quero continuar a ser um bocadinho criança. Ser criança crescerá sempre comigo. Serei sempre uma princesinha; serei sempre "a menina".

terça-feira, 19 de março de 2013

Dia do Pai


Ao menos ainda há homens com H grande e com estatura proporcional ao tamanho do H 

Homens de h pequeno e estatura de 3 metros e tal

Há por aí muita infantilidade escondida atrás de uma boa capa de ferro. Digo isto porque querem fazer-se muito Homens (homens e mulheres), mas no fundo não passam de criancinhas com atitudes de infantário, tipo birras e amuos. E há outra coisa, em grupos principalmente, paga sempre o justo pelo pecador. Quero com isto dizer, que essas tais criancinhas com a mania que são Homens usam a amostra para definir o todo, quando num grupo nunca se deve estereotipar porque existem pessoas com os mais diversos tipos de personalidade. Irrita-me. Irrita-me profundamente ainda não haver o poder de distinguir problemas e de deixá-los para lá da porta. Para quê acumular e fazer com que se torne maior esse mesmo problema? Há-que saber distinguir as coisas. Porque "uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa" (algures na novela Destinos Cruzados - nome curioso, mas fica para uma próxima ...)

segunda-feira, 11 de março de 2013

O Baile

Obrigada Mariana por teres dito que para ti eu seria sempre uma rainha do baile; obrigada Lena por me teres aturado na difícil escolha do vestido, sapatos e acessórios; obrigada Ana por me teres conseguido pôr o verniz nas unhas igual à cor dos sapatos; obrigada Susana pelo penteado que tinha 34 ganchos e pela maquilhagem; obrigada avó, mãe e mana por me terem vestido; obrigada pai pelos nervos que tinhas, mais que eu própria; obrigada Sérgio por teres esperado e por me teres ido buscar a casa; obrigada pessoal das fotos e da minha mesa pela diversão; obrigada Tina e Xana por compreenderem as minhas paragens a falar a toda a gente; obrigada Marco pelas conversas de mesa; obrigada Diogo pela boleia para casa.

Porque Baile de Finalistas no secundário só se tem um ...

Obrigada a todos e mais alguns por me terem ajudado a ser princesa por uma noite :)