domingo, 17 de novembro de 2013

"Imperdoável é não perdoar"

O facto de ter começado, ainda que há pouco tempo, a estudar Psicologia leva-me já a conseguir avaliar o ser humano enquanto ser que pensa, sente, e age. É certo que não sou a dona da razão e muito menos sou bruxa, mas de algumas coisitas tenho a certeza.
Uma pessoa quando se apaixona e sofre de um desgosto amoroso deita tudo a perder, precisa de se isolar em si mesmo (ainda que se continue a relacionar com os outros), e promete a pés juntos que jamais vai cair no mesmo erro por outra pessoa ou pela mesma. Pois é, já todos sofremos disso. Sou sincera, já chorei muito por amor. Mas não desisti de amar, nunca. Mesmo sabendo que poderia estar a cometer o pior erro da minha vida, continuei, e dei outra hipótese (e outra, e outra ...).
Se vale a pena dar o braço a torcer? Vale. Ainda que possamos vir a carregar com as consequências, mais tarde, vale muito a pena. Porque no fundo, estamos, não só a dar uma chance à pessoa que amamos e que não foi o mais correta connosco, como estamos também a abrir portas ao amor, a torná-lo mais forte e a fazer com que esse grande sentimento nos torne mais fortes.
No fundo, não percebo quem tem medo de dar uma segunda oportunidade. Talvez porque sempre fui uma pessoa que soube a importância de perdoar. Perdoar no sentido de olhar para uma pessoa e ver-me nela, saber que é humana e pode errar, perceber que precisa (nem sempre, nos meus casos) de uma 2ª vez; 2ª vez esta melhor aproveitada que nunca!
Porque o tempo corre contra nós, e nós contra ele, e no fim dão-se os desencontros, que nos fazem andar aos encontrões com quem mais gostamos, mas temos medo de dizer que gostamos e que queremos um final feliz com essa pessoa.

Há erros horríveis, eu sei, mas o erro de deixar em aberto uma história de amor é dos piores.

Olha ...
gosto de ti.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

domingo, 27 de outubro de 2013

gente tonta

No seguimento de uma publicação feita por mim no Facebook ...

O amor por vezes é muito injusto. Ou melhor, as pessoas que o protagonizam é que o tornam injusto. Sabem perfeitamente que se querem uma à outra, sabem que não há nada a impedir o sentimento, mas conseguem, no entanto, viver indiferentes um ao outro. Uma indiferença falsa, visto que se amam. Não sabem é chegar um ao outro. Há medo, há preguiça, há pensamentos errados. Se se quer mesmo, porque não ir em frente? Ai, gente tonta.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O amor é o que nos alimenta, e mesmo quando acaba, existe!

O amor é sinónimo de oportunidades. E a maior oportunidade é deixar que amemos e, que sejamos amados. É errado deixar escapar as 365 oportunidades que a vida nos proporciona! Quando um amor termina, ele não termina de um momento para o outro, nem num dia, nem numa semana, nem mesmo num ano, dois, três ou cinco. É errado pensar que no fim de grandes momentos e cumplicidades, já não existe amor, que não se ama ou se é amado. Por isso, desistir não consta no dicionário de quem quer muito alguém (ou pelo menos não devia constar).
Acreditar é meio caminho para vencer a batalha do amor. Mas nem sempre se consegue acreditar que se pode alcançar o troféu. Para isso, existem outros tipos de oportunidades, porque o “fim de uma vida é o começo de outra”. Novas pessoas, novos motivos para acreditar no amor, uma nova vida. 
Mas o ser humano é fraco, e passado algum tempo há recordações e clichés, há o voltar às origens – e isso é amor! Porque há olhares, sorrisos, troca de palavras. O que nem sempre há, é a capacidade de aguentar e seguir em frente.
Dá-se a paralisação de dois corações sem saberem como hão-de reagir, querendo ambos ficar junto um do outro, mas sem saberem como fazer isso acontecer.
Mas o amor não se vê, sente-se!


P.S - A todos aqueles que já amaram, mas não tiveram forças para agarrar oportunidades, sintam o amor que vos vai na alma e não desperdicem chances …


Texto elaborado no grupo de teatro Espalharte por mim e pelo Tiago Bonacho :)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Talvez um dia ...


Quem sabe, não é? No meio da confusão da cidade, ou da tranquilidade do campo, nós talvez ainda nos encontremos.
São meros acasos.
Mas que o acaso nos traga o reencontro dos nossos corações.

domingo, 29 de setembro de 2013

o fenómeno de auto-dificultar o que é simples e verdadeiro


São muitas as vezes em que temos tudo tão perto e fazemos com que tudo fique tão longe. Impedimos que a felicidade nos chegue, enquanto que ela está a um passo de nós próprios. Mas são nos piores momentos, e talvez também nos melhores, que se vê quem realmente está perto mesmo estando longe, ou quem nós próprios fizemos distanciar. Essas pessoas não nos vão negar a nada, essas pessoas vão preocupar-se connosco, vão dar um sorriso e provavelmente uma gargalhada, vão apoiar e ajudar-nos em tudo, e vão elogiar-nos sempre para que o nosso dia se alegre.

O uso da 1ª pessoa do plural faz todo o sentido: toda a gente tem um protótipo da pessoa que eu defini; toda a gente precisa dessa pessoa e, talvez, não sabe a melhor maneira como chegar a ela; mas um dia o mais certo é ela vir ao encontro de cada um de nós e fazer-nos perceber que o que é verdadeiro é eterno e não olha a meios para atingir os fins.