Hoje em pleno almoço com dois colegas da Faculdade, o João e a Inês, surgiu uma pergunta no mínimo intrigante. Foi o rapaz, o João, que do nada me questiona "Então Mads, já seguiste em frente?". Eu acho que nem tive reação aquando da pergunta dele, devo ter ficado com uma cara estranha, mas ele ainda ficou pior porque tenho a sensação que se assustou com a minha apatia. Depois de alguns minutos neste impasse, eu respondo - "Sim, já segui!" - bastante convicta de mim mesma. Na verdade aquilo ficou cá a remoer-me. E a resposta não foi bem aquela que eu queria ter dado. Continuámos em harmonia, a almoçar e a conversar, falando da nossa vida académica. De repente ele volta a referir que "eu já teria seguido em frente", a propósito de outra conversa qualquer. E aí, eu dou uma gargalhada e respondo "Não sei se segui, se calhar segui ... Não, não segui!"
A conversa foi inesperada, bem como a pessoa que a iniciou. É como o facto de seguir em frente: podemos pensar que já estamos "noutra", e afinal, ainda não saímos do mesmo sítio. Porque podemos estar muito certos de nós próprio num segundo, e no outro a seguir vir alguém e mostrar-nos que no fundo nós não temos assim tantas certezas. É inesperado.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Tudo ou nada, vencedor ou vencido
Inicío o ano com uma leve crónica sobre relacionamentos. O tempo tem-me sido escasso e isso impossibilita-me de vir aqui escrever, como tanto gosto. O tema é forte e esta ausência tem feito com que eu me inspire.
Nós, os humanos - ou melhor dizendo, os seres que se apaixonam - somos de extremos. Um dia queremos tudo, no outro dia não queremos nada. Um dia gostamos, no outro já nem podemos ver alguém à frente. Um dia rimos, no outro só nos apetece chorar. É mesmo assim, nada nos convence, nem o tudo, nem o nada, porque talvez não saibamos o que realmente queremos ou o outro alguém não saiba bem o que deseja. Podemos pensar que apareceu o tal, ele mostrar-se digno de o ser, fazermos mil coisas juntos, falarmos como dois cegos pelo amor, e puuuuuffff! No dia seguinte tudo mudou: acabaram as mensagens de bom dia, as alcunhas de bebé ou xuxu, os momentos juntos, as partilhas, tudo, tudo, tudo. Incrível? Eu diria, real. Porque quando pensamos que atingimos o auge, olhamos à volta e afinal estamos no mesmo sítio, no fundo. Nós nem saímos do chão, como seria possível termos chegado ao topo? A ilusão pertence ao amor como a torre Eiffel pertence a Paris e ninguém nunca a poderá arrancar de lá. Tal como se um dia uma pessoa chegar ao pé de mim e tentar afirmar que nunca viveu uma ilusão amorosa - o que é completamente impossível minha gente. Mas é isso que torna o amor especial, a dificuldade que existe até chegarmos ao cume, ao seu grande estado de harmonia e felicidade. Por cada derrota, somam-se pontos. No fim juntam-se os pontos e elegem-se os vencedores. Sim, ninguém sairá vencido. Um dia ainda vamos chegar ao cimo, ao ponto mais alto do amor, com alguém que nunca pensaríamos (ou talvez até pensássemos), com o "tudo" e sem o "nada".
Porque se fosse fácil, não metia piada.
Nós, os humanos - ou melhor dizendo, os seres que se apaixonam - somos de extremos. Um dia queremos tudo, no outro dia não queremos nada. Um dia gostamos, no outro já nem podemos ver alguém à frente. Um dia rimos, no outro só nos apetece chorar. É mesmo assim, nada nos convence, nem o tudo, nem o nada, porque talvez não saibamos o que realmente queremos ou o outro alguém não saiba bem o que deseja. Podemos pensar que apareceu o tal, ele mostrar-se digno de o ser, fazermos mil coisas juntos, falarmos como dois cegos pelo amor, e puuuuuffff! No dia seguinte tudo mudou: acabaram as mensagens de bom dia, as alcunhas de bebé ou xuxu, os momentos juntos, as partilhas, tudo, tudo, tudo. Incrível? Eu diria, real. Porque quando pensamos que atingimos o auge, olhamos à volta e afinal estamos no mesmo sítio, no fundo. Nós nem saímos do chão, como seria possível termos chegado ao topo? A ilusão pertence ao amor como a torre Eiffel pertence a Paris e ninguém nunca a poderá arrancar de lá. Tal como se um dia uma pessoa chegar ao pé de mim e tentar afirmar que nunca viveu uma ilusão amorosa - o que é completamente impossível minha gente. Mas é isso que torna o amor especial, a dificuldade que existe até chegarmos ao cume, ao seu grande estado de harmonia e felicidade. Por cada derrota, somam-se pontos. No fim juntam-se os pontos e elegem-se os vencedores. Sim, ninguém sairá vencido. Um dia ainda vamos chegar ao cimo, ao ponto mais alto do amor, com alguém que nunca pensaríamos (ou talvez até pensássemos), com o "tudo" e sem o "nada".
Porque se fosse fácil, não metia piada.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
# Contagem decrescente para 2014 em palavras - dia 31
CELEBRAR
Existem mil e um motivos para se celebrar: nascimento de um filho, aniversário de alguém de quem se gosta muito, uma boa nota ou um emprego, um almoço de família, ganhar dinheiro, etc etc etc. Também se pode celebrar só porque sim! Porque me apetece, hoje e agora. O motivo hoje é bem claro, é o fim do ano 2013. E como tal deve ser celebrado a rigor. Por isso, vamos lá terminar o ano em grande e iniciar o ano que vem ainda em maior! FELIZ ANO NOVO.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
# Contagem decrescente para 2014 em palavras - dia 30
CUMPLICIDADE
As pessoas custam a crer na realidade, mas o que é certo é que o famoso "trio maravilha" arrebata tudo. A nossa cumplicidade percebe-se a léguas e, por vezes, já nem vai sendo necessário falarmos para sabermos o que cada um está a pensar ou o que vai dizer. Simples e directo. E lá vão eles.
domingo, 29 de dezembro de 2013
# Contagem decrescente para 2014 em palavras - dia 29
ENXOFRADA
Passo a explicar o sentido desta palavra: adjectivo que caracteriza uma pessoa que dormiu mal ou se deitou bastante tarde e acordou cedo. Ou seja, é aquele estado em que uma pessoa tem mais vontade de estar deitada ou sossegada, mas nem sempre é assim. Quando estou enxofrada é quando tenho mais coisas para fazer, ou pelo menos, para tentar; é quando tenho de ter melhor cara e não tenho; é quando me apetece ficar de pijama o dia inteiro.
sábado, 28 de dezembro de 2013
# Contagem decrescente para 2014 em palavras - dia 28
MEL
Não é no sentido do doce, mas no sentido do amor. Confuso? Acho que sim, mas eu passo a explicar. O mel é uma iguaria muuuuito doce, feito com todo o amor das abelhinhas. Pois bem, a mim o mel enjoa-me. Mas existe outro tipo de mel. É o mel dos casalinhos assim fofinhos. Até podem ser só amigos coloridos. O mel ataca com força e pega-se, mesmo a quem não quer nada meloso. No entanto acho que quando se está nesta fase - em que tudo é fofinho, em que há muitos abracinhos, beijinhos, etc, MEL - está-se nas nuvens e, dizem que é dos melhores momentos que o amor trás. Haja mel, então.
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