É tudo muito bonito. Os passarinhos a cantar, o sol a brilhar mais que nunca, o corpo e a alma tão leves que quase voamos. Nos momentos de paixão tudo é muito lindo. Mesmo sem saber se somos correspondidos lutamos e não há nada que nos faça parar. Os amigos, aqueles mais chegados e que nos dão forças para não desistir, fazem o filme todo e ainda conseguem ir assistindo ao mesmo (se possível até vão comendo pipocas). Muitas vezes o filme está tão bem realizado, as expectativas de ganhar um Óscar são elevadas, e no fim de contas as críticas são mais que muitas e o filme perde todo o seu valor esperado. É como se o mundo ruísse. Para os realizadores e para os actores principais. Os passarinhos deixam de cantar, o sol brilha mas com pouca intensidade, o corpo torna-se pesado e a alma impossível de carregar. Desfaz-se um sonho. O sonho do amor. E depois perde-se a capacidade de confiar novamente. Ao invés, recebe-se em troca um sentimento de frieza que se apodera rapidamente por tudo quanto seja amor.
Porque os homens não sabem o que querem. Nem os homens, nem as mulheres. Mas nós, mulheres, conseguimos ser um bocadinho menos infantis. Sabemos bem o que queremos, faça chuva ou sol; a fragilidade não nos chegou a este aspecto. Já vocês, homens, tanto querem uma coisa como deixam de querer. São capazes de despertar o amor numa mulher e, no dia seguinte duvidarem do que sentem, afastarem-se e voltarem uma semana depois, um mês, um ano, ou até nunca.
Graças a Deus não serem todos assim.
Os homens afinal não são todos iguais.
Pelo menos eu quero acreditar que na teoria não o sejam.




