Diz-se muitas vezes, após a passagem de um ano para o outro, que "este é o ano!" No meu caso, embora já tenha tido anos agradáveis, não gosto de colocar a fasquia demasiado elevada.
Para mim este não foi o ano.
Perdi o meu avô. Como 4 palavras conseguem destruir por completo? Esta é a prova. Foi bastante inesperado, não estava preparada. Nunca ninguém está preparado para perder de vez alguém - agora sim acredito o verdadeiro significado desta frase. Sente-se um vazio tão grande, algo inexplicável. Perde-se o chão. Por muito apoio que tive, mensagens que recebi, palavras que me foram chegando, não adiantou de nada. A pessoa já não volta, por muito que queiramos voltar um pouco atrás e retroceder, como nas antigas cassetes de vídeo, onde apenas bastava enrolar-se a fita e voltava ao início. Recebi muitas mensagens de texto, tantas, mas não conseguia ler com a cabeça. Lia apenas com os olhos, sem raciocinar. Passados alguns dias é que voltei a reler tudo, e só aí fiquei a perceber o que algumas pessoas me quiseram dizer. Chorei bastante. Não consegui controlar certos momentos. E depois, o facto de frequentar certos lugares e pensar "mas falta aqui alguém!", ficar apática e melancólica ao pensar em momentos, conversas, gestos... Ainda hoje me faz impressão não ter o meu avô aqui. Mas sei bem que ele está mais presente que nunca, e que olha por mim, por nós que somos a sua família. Diz-nos, com toda a certeza o melhor que haveremos de fazer em certas e determinadas questões, afinal, ele vê bem melhor que nós o que acontece aqui.
Antes desta perda eu era incapaz de escrever algo como escrevi. Só conseguimos falar quando passamos por lá, e é verdade...
No fundo eu sei que estás aqui, a sorrir só como tu sorrias para mim enquanto eu falava do que aprendia na escola, na faculdade... Não são precisas muitas descrições, o que fica por dizer será bem mais eterno e sincero.
Não é porque o céu está nublado que as estrelas desapareceram.
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Okay? Okay.
Hoje fiz pausa no estudo e fui ao cinema com mais uma catrefada de miúdas que, tal como eu, andam com a cabeça na percepção, na biologia, na estatística ou na genética. E o filme? "A Culpa é das Estrelas". Livro muito famoso, agora adaptado para cinema, e que hoje chegou às salas de cinema do nosso Portugal. Descrições? Nem sei por onde começar. Tem uma carga emocional do primeiro ao último minuto. Não quero ser "spoilers" por isso vão todos ver o filme porque é uma grande lição de vida e de amor!
domingo, 18 de maio de 2014
Na prática, a teoria é outra
É tudo muito bonito. Os passarinhos a cantar, o sol a brilhar mais que nunca, o corpo e a alma tão leves que quase voamos. Nos momentos de paixão tudo é muito lindo. Mesmo sem saber se somos correspondidos lutamos e não há nada que nos faça parar. Os amigos, aqueles mais chegados e que nos dão forças para não desistir, fazem o filme todo e ainda conseguem ir assistindo ao mesmo (se possível até vão comendo pipocas). Muitas vezes o filme está tão bem realizado, as expectativas de ganhar um Óscar são elevadas, e no fim de contas as críticas são mais que muitas e o filme perde todo o seu valor esperado. É como se o mundo ruísse. Para os realizadores e para os actores principais. Os passarinhos deixam de cantar, o sol brilha mas com pouca intensidade, o corpo torna-se pesado e a alma impossível de carregar. Desfaz-se um sonho. O sonho do amor. E depois perde-se a capacidade de confiar novamente. Ao invés, recebe-se em troca um sentimento de frieza que se apodera rapidamente por tudo quanto seja amor.
Porque os homens não sabem o que querem. Nem os homens, nem as mulheres. Mas nós, mulheres, conseguimos ser um bocadinho menos infantis. Sabemos bem o que queremos, faça chuva ou sol; a fragilidade não nos chegou a este aspecto. Já vocês, homens, tanto querem uma coisa como deixam de querer. São capazes de despertar o amor numa mulher e, no dia seguinte duvidarem do que sentem, afastarem-se e voltarem uma semana depois, um mês, um ano, ou até nunca.
Graças a Deus não serem todos assim.
Os homens afinal não são todos iguais.
Pelo menos eu quero acreditar que na teoria não o sejam.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
A e B
Esta semana, numa daquelas teorias que de vez em quando se apoderam de mim, surgiu a seguinte frase: eu digo A, outra pessoa diz B; mesmo que seja A o mais acertado, ela vai sempre dizer B até ao fim. É uma realidade. Há pessoas de ideias fixas, sim, eu sei que há. Mas parte dessas pessoas dá o braço a torcer quando tem a noção que perdeu a razão por completo. A outra parte, continua a afirmar que tem a certeza das certezas e, por muito que seja penalizada por isso, não muda de ideias. Acho que isto é mais teimosia que outra coisa; uma teimosia daquelas mesmo de "arranhar os cortinados" (como fazem os gatos quando os donos não os tiram do minúsculo apartamento há mais de um ano). E sabem aquela vontade de pegar nos pés da pessoa, metê-la de cabeça para baixo, abaná-la e fazer com que vomite toda aquela razão infectada de teimosia? Tive esse estranho sentimento, também, esta semana. E digamos que não é o melhor. Mas pior que tudo é o sentimento de prepotência, se é que lhe posso dar-lhe esse nome, da outra pessoa. Porque eu posso dizer A e ser B, mas nunca vou negar B quando na realidade não é A.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
As asas do amor são verdadeiras
Sabem aquela sensação de bem comunitário? De saber que o que estamos a fazer é bem feito? Já a tive bastantes vezes, nas mais diversas situações ... Mas adoro o facto de ser cupido por momentos/horas/dias/anos. E sinceramente, tenho jeito para a coisa! Pode demorar, mas nada no mundo foi feito com pressa. No fim gosto de ver alguém feliz, consigo ficar mais feliz que eles todos juntos!
Que os nossos cérebros e corações sejam muitas vezes invadidos pela magia e força do amor, pelos pózinhos perlim-pim-pim, e pelo feitiço da paixão :)
Que os nossos cérebros e corações sejam muitas vezes invadidos pela magia e força do amor, pelos pózinhos perlim-pim-pim, e pelo feitiço da paixão :)
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Inquérito nº2
E como hoje damos início ao mês de Maio, aqui chega mais um inquérito. Espero que gostem!
Aguardo as vossas respostas :)
Cliquem aqui - INQUÉRITO
Aguardo as vossas respostas :)
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quarta-feira, 30 de abril de 2014
Resultados do 1º Inquérito
Relativamente ao inquérito sobre o Luto de Amor, que vos fiz este mês ...
Em conversa com um amigo, ele confrontou-me com a pergunta: "Mas afinal o que é o luto de amor?".
Eu respondi sem saber o que responder, mas as palavras lá foram saindo ...
"Nem eu sei bem, acho que cada pessoa tem a sua definição pessoal.
Mas para mim esse luto é aquele espaço de tempo que decorre após o fim de uma relação amorosa, em que algumas mulheres chegam a não querer saber delas mesmas e a não sair de casa 1 ano ou mais ... Quando regressam ao mundo vêem mais frias e não conseguem entregar-se da mesma maneira. O luto pode ter amenizado, mas não passou totalmente ..."
Obtive respostas de natureza muito diversa. Não tantas como as que havia esperado, mas acredito que o tema tenha sido a grande barreira ... No entanto, vou aqui mostrar algumas delas!
- Respostas filosóficas:
"O amor de verdade tem um corpo que demora a arrefecer, às vezes uma vida inteira. E uma vida inteira é muito tempo." (Feminino, 18)
"Incapacidade de voltar a viver feliz, em conformidade com o mundo." (Feminino, 19)
"Luto de amor" é uma expressão muito forte... o amor nunca morre... as pessoas é que deixam de ter o mesmo significado dentro de nós." (Feminino, 25)
- Respostas descritivas:
"É chorar e andar triste por uns tempos, é não ter fome nem paciência, é não querer saber de nada, é não querer saber do "podia ser pior" e do "pensa que há pessoas com problemas maiores", é só querer dormir para não pensar e sofrer mais e é não ter sono ao mesmo tempo." (Feminino, 19)
"Luto de amor é quando há o fim de uma relação, mas não do sentimento, ou seja, apesar de já não existir uma ligação oficial para ambas as partes, o sentimento e o afeto direcionado para isso permanece independentemente de continuar a ser correspondido ou não." (Feminino, 18)
"Luto de amor para mim talvez seja quando perdemos ou simplesmente deixamos ir alguém que nos é bastante especial e que deixou uma grande marca em nós. Na minha opinião, é uma das piores sensações do mundo porque simplesmente houve algo que desapareceu das nossas vidas. E nestas alturas, é quando eu digo 'É impossível não chorar, quando se perde algo que não dá para substituir', as lágrimas simplesmente caem do rosto." (Feminino, 16)
"Já perdi relações.
Já perdi familiares.
Já perdi amigos que amava.
Já perdi coisas que amava.
Enfim. Todos já estivemos de luto por amor, acho :)
Pensando bem acho que não tem de ser necessariamente um amor mas sim coisas que amamos. Não sei." (Masculino, 19)
A maioria dos participantes já passou por, pelo menos, uma experiência de luto de amor.
As médias das idades rondam os 18/19 anos.
Obrigada a quem colaborou!
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