segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O casamento (o título parece chato, mas leiam)

Hoje tive um exame (melhoria de nota). E o que é que isso tem a ver com o casamento? Nada, suponho...

Entretanto pedi a uma amiga minha, de quem gosto muito e ela sabe disso, que pensasse num tema para eu escrever aqui no blog. Já falei sobre tanta coisa que por vezes preciso de alguns reforços externos, e nada melhor do pedir ajuda a alguém que segue as minhas leituras no blog e na vida real. Pois bem, e foi-me entregue para as mãos, sem mais nem menos, o casamento. Eu estremeci! "O que é que eu posso falar sobre o casamento? Eu nem sou casada! Muito menos estou prestes a casar! Tenho quase 20 anos, não sei o que é ser noiva de alguém! E agora?" - tudo isto me passou pela cabeça no curto espaço de tempo em que lhe respondi de maneira interrogativa "O casamento?". Mas ela calou-me logo e mostrou-me que, para uma pessoa como eu, a temática em questão seria bastante fácil de abordar.

Sempre sonhei em ter filhos. Lembro-me, quando estava no 10º ano, que o meu sonho seria ter uma equipa de futebol. 11 filhos. Estaria eu doida? Fartava-me de dizer que o pai seria o treinador e eu a presidente do clube. Um máximo, como podem imaginar! Mais tarde caí um pouco mais na realidade, e ao mesmo tempo que via uma série do TLC (Kate Plus 8), desci o número para 8 filhotes. Sempre que dizia a alguém este meu desejo olhavam-me de lado e mentalmente chamavam-me maluca. Não me importava nada, independentemente de tudo. O amor de mãe pode ser distribuído de mil maneiras e nunca se esgota. Além disso, sempre gostei de viver rodeada de pequeninos; tenho uma veia maternal desde que nasci. Com a chegada à faculdade o número de filhos que idealizo não ultrapassa os 4. Não sei bem porquê... É claro que por mim teria imensos pirralhos à minha volta, cada um especial à sua maneira!

Agora, se me perguntarem a idade em que comecei a idealizar o casamento, não consigo precisar. Talvez aos 4 anos? Sei lá. Só sei que foi precocemente! Sempre fui muito princesinha, muito cor-de-rosa, muito ballet, essas coisas todas pirosas e amorosas. Sempre sonhei com o vestido, os sapatos, os acessórios, e o local. No entanto, nunca idealizei totalmente o príncipe encantado. Também não é muito importante... Muita gente diz que o casamento apenas é uma despesa que, na maior parte das vezes, é em vão. Não concordo. Acho que o casamento formaliza todo o amor que duas pessoas possuem uma pela outra e não existe melhor maneira de o fazer. Talvez seja bastante criticada com o que acabei de dizer, mas sempre pensei assim, e não me considero muito conservadora! O casamento é a magia que torna o amor numa coisa concreta e palpável. É a criação do laço entre duas pessoas e a fé que têm uma na outra e no amor que ambos sentem. Por isso, é bastante normal existirem exigências pontuais tais como casar na praia, ter fogo de artifício, convidar 700 pessoas... Tudo bem, pode ser fútil, mas é um momento único que só ocorre uma vez (só deve ocorrer uma vez, mas não sou contra quem case mais do que uma vez)!

O que é que isto tem a ver com a minha melhoria de nota de hoje? A professora pediu que relacionasse-mos dois temas que, no meu ver, até são bastante diferentes mas que no fundo se relacionam muito bem juntos. Tal como duas pessoas, pode não estar à vista aquilo que as une mas que une, une mesmo! E se forem fortes nessa união, o casamento fará todo o sentido.

Madalena Rabaça

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Gostar é fácil, difícil é manter

A minha colega de casa disse-me, certo dia, que só gosta dela quem ela quer. De facto é verdade. Tem uma capacidade para descobrir à primeira vista quem é bom de quem é mau, que é uma coisa impressionante. Eu, muito arrebitada, disse-lhe logo: AINDA BEM QUE GOSTASTE LOGO DE MIM!!!! E ela muito sincera e concisa disse-me de rajada: Toda a gente gosta de ti... É difícil não gostar.
Lamento... Nem toda a gente gosta de mim! Mas os inimigos não me magoam, deixo-os andar e eu até vou a correr. Sem misturas. O que me chateia são os que gostam e que não mantêm o estatuto do verbo gostar. É complicado, eu sei. Mas com esforço consegue-se (que cliché manhoso). O facto de existirem certas preocupações mínimas já faz subir a balança. Nem que seja "já sorriste hoje?". Ok, demasiado piroso. Era só um exemplo, calma. Mas estão a perceber da cena?

Acho pessoalmente que dou demais de mim aos outros e recebo pouco ou nada em troca. Triste? Depressivo até. O vendedor fica feliz quando faz com que o cliente fique feliz e este ainda lhe paga por ter ficado feliz. Hum, dá que pensar não é?


P.S: Por vezes tenho curiosidade em quem lê os meus posts aqui do blog... Ai o que eu dava para ser mosca no momento em que certas e determinadas pessoas lessem alguns textos! Well, sonha Madalena.



Madalena Rabaça.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Caminhar sem impossíveis

E quando menos se espera, eis que o maior imprevisto acontece. Pois é, e podia parecer impossível. Mas o impossível é apenas uma palavra para nos despistar e levar para o mundo das fraquezas. Não existem impossíveis. Talvez impasses. Impasses existem, são palavras parecidas. Um impasse pode indicar erradamente o caminho e conduzir ao impossível. No entanto, um impasse pode também ajudar a organizar as prateleiras do cérebro e os armários do coração, e fazer com que as ideias sigam bastante mais arrumadas rumo ao mundo das possibilidades. Pela estrada, pode ainda existir uma entrada para um atalho gigante que nos leva ao universo dos desafios; não tem saída, mas é possível fazer-se corta-mato tanto para o mundo das fraquezas como para o mundo das possibilidades. Aí é uma questão de escolha. Não há enganos. Só se engana quem quer! Ainda assim, engana-se muito boa gente... mas não faz mal! No cruzamento seguinte existe sempre uma forma de inverter o sentido, com a ajuda da auto-estrada dos sonhos que passa pela estação de serviço da fé. No fim, o caminho terá sido feito a caminhar apenas. O resto são motivações, desejos, possibilidades.

Se, por acaso, entrarmos no caminho errado, existe sempre forma de revertê-lo. Pode demorar o dobro ou o triplo do tempo, mas o mundo é redondo... E passar na casa de partida será sempre proveitoso. Se não ganharmos 200€, ganhamos vontade de continuar a lutar.


Madalena Rabaça.



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Um pequeno apontamento antes de 2015

Pois é, agora nestas últimas horas de 2014 o que mais se ouve e vê por essas Redes Sociais fora é que tudo vai mudar.
2015 vai ser o ano revolucionário! Vai ficar tudo perfeito e as partes más de 2014 vão ser totalmente apagadas.
As pessoas esquecem-se que é apenas uma questão de mudança de algarismo (agora vão pensar "que fria, nem parece ela").
Mas pensem comigo: não vai ser a entrada num novo ano que vai fazer mudar as pessoas; 
as pessoas só mudam se realmente quiserem!

 Não quero com isto dizer que haja, com a chegada de 2015, apatia total, claro que não.
É óbvio que as pessoas, algumas vindas de um ano não muito agradável, pensem positivamente e especulem mais sobre o ano que se avizinha. Não sou contra desejos de fim de ano, apenas acho que esses mesmos desejos deveriam pedir-se ao longo de todo o ano.
Saúde e paz devemos ansiar sempre!
O resto vem por acréscimo... Se lutarmos, conseguimos. Se quisermos, mudamos.

Talvez não seja 2015 a salvação de um namoro ou de uma amizade. 
Talvez, sim, as pessoas sejam a sua própria salvação. 
O ano tem 365 dias, cada um deles com muitas oportunidades. 


Madalena Rabaça.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Encontrões

Dialogando...

1: Mas mete conversa...

2: É melhor não, aquilo pode até nem significar nada para ele.

1: E é assim que nós andamos cada um para seu lado com vontade um do outro, porque hoje em dia as pessoas já não se encontram, elas andam aos encontrões...

Pois é. Hoje em dia as pessoas parece que têm medo umas das outras. E quanto mais se amam, mais fogem. Se o amor é o que aproxima as pessoas, o que as torna mais alegres, o que as motiva, o que as deixa sem palavras e com borboletas no estômago... Para quê complicar? Se um não quer, dois não dançam, não é? Mas se um quer e o outro dá indícios que também quer, é porque ambos se querem. Ok Madalena, nem sempre é assim, estás a ser demasiado facilitadora. Nem sempre é assim tão fácil, de facto. Existem as distâncias. Oh... As difíceis distâncias. Hoje em dia é menos complicado, mas ainda assim, continua a ser exigente ter uma relação à distância. E é aí que muitos recuam e desistem do sonho de uma vida a dois. São as exigências que destroem a barreira da distância que muitos nem chegam a a querer destruir, nem tentam. E depois? Depois perdem-se amores, como uma criança perde lápis de cor ao fim de um ano lectivo; perde-se a esperança, como quem perde um autocarro logo pela manhã; e no fim, só se recebe uma coisa, a mágoa de não ter a pessoa que mais se deseja ao lado.

Que a ferramenta do amor e da felicidade possua o poder e a força para destruir a barreira dos quilómetros e milhas, para que possa haver mais encontros e menos encontrões.


Madalena Rabaça.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A persistência da fama


  fa·ma 
substantivo feminino

1. Apreciação favorável em que o público tem o talentohabilidade ou saber de alguém.
2. Reputaçãoglórianotícia.


 in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa




Vamos começar dentro de 1 minuto!
Cabelos? Maquilhagem? 
O guarda-roupa aqui, já!
Câmara 2 pronta?
Atenção a todos, silêncio no estúdio!
Telemóveis desligados!
Inês, preciso do guião! Rui chama-me a personagem principal!
Prontos?
Cena 2239, rua movimentada.
ACÇÃO!


E tudo pode começar desta maneira... E o tempo que dura? Até podem ser apenas 3 singelos minutos de um anúncio publicitário natalício. O que é certo é que a noção de fama perdurará para a pessoa que acabou de realizar o mesmo anúncio; sentir-se-á famosa para o resto da vida. Realização pessoal, neste caso. Mas nem sempre a fama se fica por 3 minutos. Depois pode passar a 10, a 30, a 45, a 60 minutos.E quando já não há minutos suficientes, passa-se para as capas de revista, colunas de jornais, e até mesmo redes sociais! 

É a fama. A fama nua e crua. A fama que se prolifera por todos os locais. A fama que indicará quem é aquela pessoa, no meio de mil (quase) todas iguais; a fama mostrará quem é diferente. No entanto, a pessoa que ficará famosa é feita da mesma massa que todas as pessoas que, ou a detestam porque é vilã na novela top audiências, ou a veneram por ser a que canta melhor no programa de talentos.Tudo isto é uma questão de gostos, perspectivas, ideais...

Mas e quando o pano se fecha? Quando um concorrente de um reality show desaparece durante 1 ou 2 meses pode ser o fim anunciado: no 3º mês já ninguém o conhece ou mal se lembra dele! Se reaparece, por magia, após 2 anos e meio, já ninguém sequer sabia que esse concorrente tinha participado no concurso e são poucos os que se lembram das cenas em que se viu o próprio enrolado debaixo dos edredons com a concorrente mais feia da casa. Todos estes participantes não passam de meras figuras públicas que estão na ribalta durante um certo período de tempo, e depois... Puffff! Desaparecem do mapa.

Um dia em conversa com um dos meus melhores amigos, rapaz que conheci no secundário e ainda hoje me acompanha, falou-se na fama. E o próprio, que por sinal tem bastante contacto com esse mundo, diz-me "a persistência da fama que no fundo não é persistência nenhuma" (não me consigo recordar bem das palavras certas, mas foi dentro desta ideia). Marcou-me bastante o facto de ser ele a dizer isto! Caramba, do dia para a noite pode obter-se o share total e o inverso!

O que me preocupa nesta conversa toda é o facto de bons profissionais da televisão (e outros meios) expostos a demasiada atenção do público não conseguirem controlar-se e fazerem com que se apague, de vez, a luz da ribalta. Muitos acabam por destruir uma vida com futuro, muito provavelmente por não serem capaz de lidar com doenças do foro psicológico associadas a toda uma vida atribulada entre autógrafos e fotografias.

Porque no fundo somos todos humanos, todos temos uma casa ou um lugar onde possamos viver, família ou amigos que nos suportam em todos os momentos, gostos por A ou B, vontades muitas vezes incalculáveis. Eles, os do outro lado da caixa mágica, também pertencem ao nosso grupo. A vida não é só share...


Madalena Rabaça
 (vou começar a assinar, coisa que não fazia, mas acho por bem fazê-lo)

domingo, 14 de dezembro de 2014

Apaixonadisses




"Sinto-me completamente atraído por ti, acho que qualquer pessoa nota, por mim contava tudo, estava disposto a levar com toda a gente. 
Mas tenho consciência das consequências, prefiro ter-te assim de maneira "privada" do que me obrigarem a não te ver. 
Não sei como te vou ver e não te poder tocar, não te beijar e agarrar, não te mimar. 
Estou a explodir completamente de amores por ti."

Autor anónimo e verdadeiro