Hoje tive um exame (melhoria de nota). E o que é que isso tem a ver com o casamento? Nada, suponho...
Entretanto pedi a uma amiga minha, de quem gosto muito e ela sabe disso, que pensasse num tema para eu escrever aqui no blog. Já falei sobre tanta coisa que por vezes preciso de alguns reforços externos, e nada melhor do pedir ajuda a alguém que segue as minhas leituras no blog e na vida real. Pois bem, e foi-me entregue para as mãos, sem mais nem menos, o casamento. Eu estremeci! "O que é que eu posso falar sobre o casamento? Eu nem sou casada! Muito menos estou prestes a casar! Tenho quase 20 anos, não sei o que é ser noiva de alguém! E agora?" - tudo isto me passou pela cabeça no curto espaço de tempo em que lhe respondi de maneira interrogativa "O casamento?". Mas ela calou-me logo e mostrou-me que, para uma pessoa como eu, a temática em questão seria bastante fácil de abordar.
Sempre sonhei em ter filhos. Lembro-me, quando estava no 10º ano, que o meu sonho seria ter uma equipa de futebol. 11 filhos. Estaria eu doida? Fartava-me de dizer que o pai seria o treinador e eu a presidente do clube. Um máximo, como podem imaginar! Mais tarde caí um pouco mais na realidade, e ao mesmo tempo que via uma série do
TLC (
Kate Plus 8), desci o número para 8 filhotes. Sempre que dizia a alguém este meu desejo olhavam-me de lado e mentalmente chamavam-me maluca. Não me importava nada, independentemente de tudo. O amor de mãe pode ser distribuído de mil maneiras e nunca se esgota. Além disso, sempre gostei de viver rodeada de pequeninos; tenho uma veia maternal desde que nasci. Com a chegada à faculdade o número de filhos que idealizo não ultrapassa os 4. Não sei bem porquê... É claro que por mim teria imensos pirralhos à minha volta, cada um especial à sua maneira!

Agora, se me perguntarem a idade em que comecei a idealizar o casamento, não consigo precisar. Talvez aos 4 anos? Sei lá. Só sei que foi precocemente! Sempre fui muito princesinha, muito cor-de-rosa, muito
ballet, essas coisas todas pirosas e amorosas. Sempre sonhei com o vestido, os sapatos, os acessórios, e o local. No entanto, nunca idealizei totalmente o príncipe encantado. Também não é muito importante... Muita gente diz que o casamento apenas é uma despesa que, na maior parte das vezes, é em vão. Não concordo. Acho que o casamento formaliza todo o amor que duas pessoas possuem uma pela outra e não existe melhor maneira de o fazer. Talvez seja bastante criticada com o que acabei de dizer, mas sempre pensei assim, e não me considero muito conservadora! O casamento é a magia que torna o amor numa coisa concreta e palpável. É a criação do laço entre duas pessoas e a fé que têm uma na outra e no amor que ambos sentem. Por isso, é bastante normal existirem exigências pontuais tais como casar na praia, ter fogo de artifício, convidar 700 pessoas... Tudo bem, pode ser fútil, mas é um momento único que só ocorre uma vez (só deve ocorrer uma vez, mas não sou contra quem case mais do que uma vez)!
O que é que isto tem a ver com a minha melhoria de nota de hoje? A professora pediu que relacionasse-mos dois temas que, no meu ver, até são bastante diferentes mas que no fundo se relacionam muito bem juntos. Tal como duas pessoas, pode não estar à vista aquilo que as une mas que une, une mesmo! E se forem fortes nessa união, o casamento fará todo o sentido.
Madalena Rabaça