quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O poder do sorriso matinal

Os meus bons dias em tempo de aulas são, quase sempre, a partir das 13h. São portanto uns bons dias preguiçosos e tardios, quase a romperem pela tarde adentro. Isto porque a maioria das minhas aulas são da parte da tarde, e de manhã o pessoal está todo fechado em casa (uns a dormir, outros a estudar). 
Hoje, quarta-feira, cheguei à faculdade (com um péssimo ar, quase que aposto, visto terem acontecido umas coisitas que felizmente já se resolveram mas que me deixaram em baixo) e mal chego ao pé do meu grupinho eis que alguém improvável chamada Jéssica me diz:
 "Eu invejo a capacidade de tu estares sempre a sorrir, todos os dias!"
E terminou a sorrir imenso, super entusiasmada e divertida. Gostei de a ver assim! Já eu fiquei sem palavras, sem reação, só consegui devolver um enorme sorriso (e apenas 20 segundos depois). 

São reconfortos destes que toda a gente deveria receber, dia sim dia sim. São apenas palavras, e às vezes apenas sorrisos... Mas que têm um enorme poder, o poder que o dinheiro, por exemplo, nunca irá suportar. Porque naquele momento eu até nem tinha muita vontade de sorrir, mas o facto de querer contagiar alguém com o meu sorriso é mais forte do que qualquer sentimento negativo que eu possa possuir. Não suporto o facto de alguém estar mal perto de mim, faço sempre os possíveis e os impossíveis para que isso não aconteça. Nem que tenha de superar-me a mim mesma e fazer com que uma lágrima seja trocada por um enorme sorriso.

Madalena Rabaça



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Almas Nuas ao Luar

I

- Não percebo porque vieste... - disse, num tom rude e frio.
- Tu pediste, não te lembras?
- Mas para vires contrariado, preferia que não viesses! - a voz começava a querer elevar o som, o estado de irritação era evidente. Eu estava mesmo magoada com ele. Porque razão me teria feito aquilo?
Ficámos, ali, a olhar um para o outro durante horas sem pronunciarmos uma palavra que fosse. O olhar dele era distante, no entanto, mostrava um pouco de tristeza. De vez em quando eu tentava desviar o olhar mas, imediatamente, ele agarrava na minha mão e em jeito de "acorda, estou aqui" fazia com que voltasse a mergulhar no seu olhar.

Era Janeiro. O mês mais melancólico para mim. Odiava iniciar novos anos. O tempo não ajudava, ora chovia, ora nevava. Era assim o estado metereológico de Janeiro, em HeartLand. Mas eu não trocava nada por HeartLand. Era uma terra especial e fazia de mim uma pessoa mais especial ainda. Tal como ele. Francesco. O italiano mais giro e parvo de sempre. Verdade seja dita não conhecia mais nenhum... Ainda hoje não sei como me fui apaixonar por ele. Não tem nada a ver comigo, somos os opostos. Mas uma coisa é certa, se ele fora mesmo sincero comigo, eu tinha sido a única mulher a conseguir mudá-lo. Foi das primeiras coisas que ele me disse quando começou a sentir-se atraído por mim, muito antes do primeiro amo-te. Para mim valeu muito mais. Fizemos juras de amor, gritámos na encosta mais alta de HeartLand o nome de ambos, sonhámos casar, imaginámos as crianças que um dia haveríamos de conceber. Mas neste momento, Francesco tinha invertido o sentido às coisas.

(continua...)
Madalena Rabaça

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

As Cinquenta Sombras de Grey: o livro



Foi ontem. Ontem acabei o primeiro livro da saga "As Cinquenta Sombras de Grey"! Gostei bastante. Recalco o facto de ser um livro que deve ser lido por MULHERES e HOMENS. Não apenas por mulheres, como se vê diariamente. Os homens deveriam ler e perceber certas coisas que estão evidentes na história. Não, não estou a falar da parte erótica (também podem aprender, vá). Mas existe muito para além do erotismo escaldante que é descrito meticulosamente e que deixa qualquer pessoa com vontade de fugir para o paraíso (sem filhos, sem maridos, sem preocupações, apenas com o CHRISTIAN). O Christian e a sua personalidade meio querida, meio arrogante. Todo um conjunto de sentimentos e emoções que estão expressos neste enredo pesa também bastante na balança; é por isso que digo que será uma boa aprendizagem a leitura na íntegra, por parte de casais, solteiros, divorciados, ...
Resumindo, e como já perceberam, eu recomendo vivamente que leiam! Quanto ao filme, e não contem a ninguém mas, estou mortinha para ver.

Madalena Rabaça

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Rigor defensivo?

Hoje, numa daquelas viagens de Metro em que só penso que acabe o mais depressa possível, surgiu uma conversa entre dois homens que me alertou desde logo. Não se conheciam, e a conversa fora iniciada devido ao resultado do jogo Sporting-Benfica, resultado este que os teria deixado descontentes. Depois de inserirem termos como "autocarro" (não sei o que é, nem sequer sabia que se podia aplicar ao futebol), eis que surge Ronaldo. Não, Ronaldo não surgiu no autocarro e muito menos no jogo em Alvalade. Ronaldo surge por não ter tido um bom desempenho no seu último jogo! Ora bem, todos nós temos dias menos bons... Era o que eu teria pensado. Mas um dos senhores afirmou, de forma bastante convicta, em alto e bom som "o Ronaldo não anda bem porque a cabeça lhe pesa demais, a outra pôs-lhe os palitos", e sem obter qualquer resposta de nenhuma parte continua exclamando "como é que ele pode andar bem, qualquer homem não ficava bem!".
Aplausos para este membro do sexo masculino. O senhor, português enraizado, de bigode bem característico, lá estava a defender a sua teoria emocional.
Gosto de ver homens que se preocupam com o que sentem após serem deixados. Gosto de ver que afinal, não somos só nós, mulheres, a sofrer. Eles também sofrem, e por muito pouco que possam demonstrar, chegam a sofrer mais que nós. Silenciosamente. Friamente até. De maneira a que não mostrem o quão fracos conseguem ser após o amor os derrubar.
Ronaldo não é excepção. Por detrás das bolas de ouro, dos milhões que ganha, e das excelentes capacidades que tem, está um homem que sofre por ter amado alguém que neste momento poderá já não amar.
O ser humano é fraco, muito fraco. Nem os mais fortes escapam.
Um dia a defesa pode não estar bem definida, e o rumo do jogo poderá mudar automaticamente.

Madalena Rabaça

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O sexo feminino e o ciúme

Hoje assisti a uma situação deveras perturbadora para o meu sistema nervoso. Estou a exagerar, não fiquei passada nem nada, até achei engraçado; mas não deixa de ser caricato. Ia eu muito descansada no percurso do Metro para casa, e ao passar pelo jardim maravilhoso onde se situa uma das saídas do Metro, reparei que estavam várias pessoas a apanhar sol. A apanhar sol e a namorar. Dois namorados divertiam-se a olhar um para o outro enquanto faziam brincadeiras entre eles. A típica cena de Dia dos Namorados (irritante até dizer chega, mas com um pingo de fofura se por acaso não estivermos num dia mau). Eu pude reparar neles numa pequena fracção de segundos, sem que desse muito nas vistas, mas o pobre membro do sexo masculino reparou e bem em mim. É então que entra em acção a felina com as suas garras afiadas e a força de animal feroz, e puxa a cara do seu amado para que este volte as suas atenções de novo apenas e só para ela! Mulheres com M grande, assim é que é. Senti-me um bocado culpada, a minha intenção não era, de todo, o afastamento de olhares da leoa para mim. Juro.

Mas gosto de ver que ainda existem mulheres que sabem marcar bem o seu lugar... e claro, o lugar dos seus mais que tudo! Vincar a ideia de o meu é meu, e o teu é teu, nunca fez mal a ninguém. Sem exageros, como é óbvio...

Madalena Rabaça

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O casamento (o título parece chato, mas leiam)

Hoje tive um exame (melhoria de nota). E o que é que isso tem a ver com o casamento? Nada, suponho...

Entretanto pedi a uma amiga minha, de quem gosto muito e ela sabe disso, que pensasse num tema para eu escrever aqui no blog. Já falei sobre tanta coisa que por vezes preciso de alguns reforços externos, e nada melhor do pedir ajuda a alguém que segue as minhas leituras no blog e na vida real. Pois bem, e foi-me entregue para as mãos, sem mais nem menos, o casamento. Eu estremeci! "O que é que eu posso falar sobre o casamento? Eu nem sou casada! Muito menos estou prestes a casar! Tenho quase 20 anos, não sei o que é ser noiva de alguém! E agora?" - tudo isto me passou pela cabeça no curto espaço de tempo em que lhe respondi de maneira interrogativa "O casamento?". Mas ela calou-me logo e mostrou-me que, para uma pessoa como eu, a temática em questão seria bastante fácil de abordar.

Sempre sonhei em ter filhos. Lembro-me, quando estava no 10º ano, que o meu sonho seria ter uma equipa de futebol. 11 filhos. Estaria eu doida? Fartava-me de dizer que o pai seria o treinador e eu a presidente do clube. Um máximo, como podem imaginar! Mais tarde caí um pouco mais na realidade, e ao mesmo tempo que via uma série do TLC (Kate Plus 8), desci o número para 8 filhotes. Sempre que dizia a alguém este meu desejo olhavam-me de lado e mentalmente chamavam-me maluca. Não me importava nada, independentemente de tudo. O amor de mãe pode ser distribuído de mil maneiras e nunca se esgota. Além disso, sempre gostei de viver rodeada de pequeninos; tenho uma veia maternal desde que nasci. Com a chegada à faculdade o número de filhos que idealizo não ultrapassa os 4. Não sei bem porquê... É claro que por mim teria imensos pirralhos à minha volta, cada um especial à sua maneira!

Agora, se me perguntarem a idade em que comecei a idealizar o casamento, não consigo precisar. Talvez aos 4 anos? Sei lá. Só sei que foi precocemente! Sempre fui muito princesinha, muito cor-de-rosa, muito ballet, essas coisas todas pirosas e amorosas. Sempre sonhei com o vestido, os sapatos, os acessórios, e o local. No entanto, nunca idealizei totalmente o príncipe encantado. Também não é muito importante... Muita gente diz que o casamento apenas é uma despesa que, na maior parte das vezes, é em vão. Não concordo. Acho que o casamento formaliza todo o amor que duas pessoas possuem uma pela outra e não existe melhor maneira de o fazer. Talvez seja bastante criticada com o que acabei de dizer, mas sempre pensei assim, e não me considero muito conservadora! O casamento é a magia que torna o amor numa coisa concreta e palpável. É a criação do laço entre duas pessoas e a fé que têm uma na outra e no amor que ambos sentem. Por isso, é bastante normal existirem exigências pontuais tais como casar na praia, ter fogo de artifício, convidar 700 pessoas... Tudo bem, pode ser fútil, mas é um momento único que só ocorre uma vez (só deve ocorrer uma vez, mas não sou contra quem case mais do que uma vez)!

O que é que isto tem a ver com a minha melhoria de nota de hoje? A professora pediu que relacionasse-mos dois temas que, no meu ver, até são bastante diferentes mas que no fundo se relacionam muito bem juntos. Tal como duas pessoas, pode não estar à vista aquilo que as une mas que une, une mesmo! E se forem fortes nessa união, o casamento fará todo o sentido.

Madalena Rabaça

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Gostar é fácil, difícil é manter

A minha colega de casa disse-me, certo dia, que só gosta dela quem ela quer. De facto é verdade. Tem uma capacidade para descobrir à primeira vista quem é bom de quem é mau, que é uma coisa impressionante. Eu, muito arrebitada, disse-lhe logo: AINDA BEM QUE GOSTASTE LOGO DE MIM!!!! E ela muito sincera e concisa disse-me de rajada: Toda a gente gosta de ti... É difícil não gostar.
Lamento... Nem toda a gente gosta de mim! Mas os inimigos não me magoam, deixo-os andar e eu até vou a correr. Sem misturas. O que me chateia são os que gostam e que não mantêm o estatuto do verbo gostar. É complicado, eu sei. Mas com esforço consegue-se (que cliché manhoso). O facto de existirem certas preocupações mínimas já faz subir a balança. Nem que seja "já sorriste hoje?". Ok, demasiado piroso. Era só um exemplo, calma. Mas estão a perceber da cena?

Acho pessoalmente que dou demais de mim aos outros e recebo pouco ou nada em troca. Triste? Depressivo até. O vendedor fica feliz quando faz com que o cliente fique feliz e este ainda lhe paga por ter ficado feliz. Hum, dá que pensar não é?


P.S: Por vezes tenho curiosidade em quem lê os meus posts aqui do blog... Ai o que eu dava para ser mosca no momento em que certas e determinadas pessoas lessem alguns textos! Well, sonha Madalena.



Madalena Rabaça.