Nojo é um homem que desperta o amor numa mulher sem ter a intenção de amá-la um minuto que seja.
É um homem que usa o corpo de uma mulher apenas para seu benefício.
Que a maltrata física e psicologicamente.
Nojo é existir sequer a hipótese de um homem querer uma mulher num dia e no outro já nem querer saber.
Nojo é a desconfiança abusiva.
É o controlo excessivo e descontrolado.
Nojo é estar com uma mulher para beneficiar de bens materiais e de estatuto social.
É escravizar.
Fazer com que uma mulher deixe de ter vida para além da vida que ambos possuem juntos.
Nojo é matar a mãe dos próprios filhos ou a mulher que escolheu ser na saúde e na doença, na alegria e na tristeza.
Alguém tem de mostrar a estas pessoas que a mulher é um ser igual a eles, que ambos foram gerados da mesma forma, e que nem um nem outro tem mais DIREITOS que o outro. Sei que ainda existem príncipes e reis encantados, mas também existem muitos que se dizem sê-lo e não passam de monstros. Monstros capazes de arruinar qualquer história encantada e torná-la num filme de terror. E podem ter tanto 18 como 70 anos. A maçã da bruxa má também não era venenosa e no entanto Branca de Neve, marcada pela sua ingenuidade, ficou envenenada.
O amor não tem como sinónimos adjectivos com sentido pejorativo.
Vamos fazer com que o nojo passe ser o aroma perfeito e valorize aquilo que nós, mulheres, somos realmente.
Madalena Rabaça






