segunda-feira, 23 de março de 2015
Tenho uma amiga que se apaixonou de verdade
Não, não é uma cena de filme. Muito menos um excerto daqueles livros de adolescentes que falavam sobre dramas amorosos e histórias tontas entre a puberdade e o início da idade adulta. Eu tenho mesmo uma amiga que se apaixonou de verdade. E sabem? É grave. Muito grave. Passo a explicar... A minha amiga com síndrome de "apaixonadisse" começou a ter uns ataques de fúria estranhos e seguidamente passou para um estado de pura apatia, assim do dia para a noite. Após a apatia total perante tudo o que a rodeava, voltou ao mundo em que sonhar acordado é proibido e reclamar faz parte do dia-a-dia. Não foi há muito tempo que voltou... Mas voltou, e ainda por cima, mais apaixonada que nunca! Eu própria nunca a tinha visto tão melosa, tão cor-de-rosa (assim tipo eu, sabem?). Dou com ela a pedir-me "abracinhos fofinhos". Na verdade ela nunca gostou dessas coisas, o agarrar, o dar beijinhos, essas coisas pindéricas e pirosas. Alguém percebe agora o estado grave da situação? O problema, ou diria eu, o grande desafio, é que esta paixão é banhada pelo mar da incerteza e sobrevoada pelo passáro gigante do medo. Eu, madrinha de todos os contos de fadas e futura dama de honor de todos os casamentos das minhas amigas, acredito que o desafio é apenas um desafio, e mais cedo ou mais tarde vai ser alcançado. Como diria a própria, e mais uma vez isto não é nada dela, "perlimpimpim". O resto virá. Mas a sério, ela está mesmo apaixonada. E é grave. Mas é tão saudável e faz tão bem...
terça-feira, 17 de março de 2015
Almas Nuas ao Luar
III
Quando entrei para a faculdade a minha prima Íris teve um breve diálogo comigo, poucos dias antes do grande início de aulas, sobre o facto de as amizades naquele meio serem poucas ou até mesmo nenhumas. Fiquei bastante assustada, já a ouvira tempos antes a contar histórias que lhe aconteceram, no entanto sempre achei que fossem coisas da sua cabeça visto ser uma pessoa muito exagerada. Quando conheci melhor Francesco e começámos a sair, a combinar cafés, e até mesmo a estudar juntos, também o apresentei ao meu grupinho lá da faculdade. O que eu denominava de amigos. Mas apenas dois ou três o eram verdadeiramente. Um dia, muito antes de a minha relação com Francesco terminar de vez e para sempre, aconteceu a primeira situação que me levou a querer largar tudo e fugir para outro lugar. Francesco teria combinado ir ter comigo após a minha aula das 10h, numa sexta-feira, e seguidamente rumaríamos a Heartland para passarmos o primeiro fim-de-semana juntos inclusive ele ir jantar a minha casa e conhecer os meus pais. Só já pensava em sair daquela aula e ir ter com o meu príncipe. Ainda por cima aquela disciplina não era obrigatória e, apesar de eu gostar bastante, só tinha vontade de ir embora. A aula terminou e a professora Janice, com o seu sorriso sempre maternal não ordenou que tivéssemos de ler o restante capítulo que não acabáramos na aula, e eu quase pulei de alegria enquanto arrumava as coisas para sair em direção à entrada principal da Universidade. Qual não é o meu espanto quando chego e me deparo com Francesco aos beijos com Marylin. Paralisei enquanto as lágrimas me caíam inesperadamente. Não estava à espera. Marylin era do 2º ano do meu curso, mas tinha alguma aulas comigo porque havia chumbado e, fazia parte do meu grupo. Era uma pessoa arrogante e convencida, as mini saias que levava todos os dias faziam com que já se tivesse envolvido com quase toda aquela Universidade. No entanto, não tinha grandes amizades e eu inseri-a no nosso núcleo. Hoje recordo esta situação com algum desprezo visto não me dar mais com ela e ter terminado tudo com Francesco, mas sempre que penso dá-me vontade de olhar para ela, fazer com que se sinta mal por magoar tanta gente, e fazer com que as lágrimas falem pelo seu arrependimento...
(continua...)
Madalena Rabaça
quarta-feira, 4 de março de 2015
Nojo
Nojo é um homem que desperta o amor numa mulher sem ter a intenção de amá-la um minuto que seja.
É um homem que usa o corpo de uma mulher apenas para seu benefício.
Que a maltrata física e psicologicamente.
Nojo é existir sequer a hipótese de um homem querer uma mulher num dia e no outro já nem querer saber.
Nojo é a desconfiança abusiva.
É o controlo excessivo e descontrolado.
Nojo é estar com uma mulher para beneficiar de bens materiais e de estatuto social.
É escravizar.
Fazer com que uma mulher deixe de ter vida para além da vida que ambos possuem juntos.
Nojo é matar a mãe dos próprios filhos ou a mulher que escolheu ser na saúde e na doença, na alegria e na tristeza.
Alguém tem de mostrar a estas pessoas que a mulher é um ser igual a eles, que ambos foram gerados da mesma forma, e que nem um nem outro tem mais DIREITOS que o outro. Sei que ainda existem príncipes e reis encantados, mas também existem muitos que se dizem sê-lo e não passam de monstros. Monstros capazes de arruinar qualquer história encantada e torná-la num filme de terror. E podem ter tanto 18 como 70 anos. A maçã da bruxa má também não era venenosa e no entanto Branca de Neve, marcada pela sua ingenuidade, ficou envenenada.
O amor não tem como sinónimos adjectivos com sentido pejorativo.
Vamos fazer com que o nojo passe ser o aroma perfeito e valorize aquilo que nós, mulheres, somos realmente.
Madalena Rabaça
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Almas Nuas ao Luar
II
A primeira vez que nos vimos foi no átrio da reitoria da Universidade, na cidade mais próxima de Heartland, onde ambos estudávamos. Francesco estudava Electromecânica e eu Letras e Literaturas Modernas. Até nisto éramos distintos. O facto da Universidade possuir todos os cursos no mesmo campus fez com que os caminhos entre mim e Francesco se cruzassem.
Eu, Louise, uma rapariga bastante dinâmica e sociável, mas que ao mesmo tempo não tinha a confiança total naquilo que sentia e que sabia. Talvez por isso as minhas notas fossem tão aquém das expectativas de toda a gente... menos da minha! Já teria andado num psicólogo mas não resultou, embora hoje em dia sempre que precisasse era apenas ao Dr. Phillip a quem recorria. Nunca tinha tido um namorado, apenas em criança, daqueles namoros que deveriam ser eternos e, por vezes, não duram nem um dia inteiro de escola.
Ele, Francesco. Poderia já ficar por aqui, só pelo nome. Na verdade o seu nome foi o que me atraiu momentaneamente. Alguém o chamou e, automaticamente, como se eu também tivesse o mesmo nome que ele, olhei.
Hoje relembro o momento e penso que estava predestinado. Os nossos olhos fixaram-se de uma maneira que é difícil descrever. Existiam mais de dez metros de distância entre nós mas a proximidade era tanta que parecia menos de um milímetro.
Dizem que os momentos em que estamos cegos por amor, isto é, aqueles primeiros minutos e aqueles primeiros dias, são os melhores. Hoje eu acredito vivamente nisso. Foram segundos de paixão, autêntica e sincera. Francesco era, sem dúvida, o príncipe perfeito que eu estudara na cadeira de Literatura Inglesa. Mas como nem todos os príncipes são verdadeiramente perfeitos, Francesco deixara-me a viver o conto de fadas sozinha meses depois...
(continua)
Madalena Rabaça
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
O poder do sorriso matinal
Os meus bons dias em tempo de aulas são, quase sempre, a partir das 13h. São portanto uns bons dias preguiçosos e tardios, quase a romperem pela tarde adentro. Isto porque a maioria das minhas aulas são da parte da tarde, e de manhã o pessoal está todo fechado em casa (uns a dormir, outros a estudar).
Hoje, quarta-feira, cheguei à faculdade (com um péssimo ar, quase que aposto, visto terem acontecido umas coisitas que felizmente já se resolveram mas que me deixaram em baixo) e mal chego ao pé do meu grupinho eis que alguém improvável chamada Jéssica me diz:
"Eu invejo a capacidade de tu estares sempre a sorrir, todos os dias!".
E terminou a sorrir imenso, super entusiasmada e divertida. Gostei de a ver assim! Já eu fiquei sem palavras, sem reação, só consegui devolver um enorme sorriso (e apenas 20 segundos depois).
São reconfortos destes que toda a gente deveria receber, dia sim dia sim. São apenas palavras, e às vezes apenas sorrisos... Mas que têm um enorme poder, o poder que o dinheiro, por exemplo, nunca irá suportar. Porque naquele momento eu até nem tinha muita vontade de sorrir, mas o facto de querer contagiar alguém com o meu sorriso é mais forte do que qualquer sentimento negativo que eu possa possuir. Não suporto o facto de alguém estar mal perto de mim, faço sempre os possíveis e os impossíveis para que isso não aconteça. Nem que tenha de superar-me a mim mesma e fazer com que uma lágrima seja trocada por um enorme sorriso.
Madalena Rabaça
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Almas Nuas ao Luar
I
- Não percebo porque vieste... - disse, num tom rude e frio.
- Tu pediste, não te lembras?
- Mas para vires contrariado, preferia que não viesses! - a voz começava a querer elevar o som, o estado de irritação era evidente. Eu estava mesmo magoada com ele. Porque razão me teria feito aquilo?
Ficámos, ali, a olhar um para o outro durante horas sem pronunciarmos uma palavra que fosse. O olhar dele era distante, no entanto, mostrava um pouco de tristeza. De vez em quando eu tentava desviar o olhar mas, imediatamente, ele agarrava na minha mão e em jeito de "acorda, estou aqui" fazia com que voltasse a mergulhar no seu olhar.
Era Janeiro. O mês mais melancólico para mim. Odiava iniciar novos anos. O tempo não ajudava, ora chovia, ora nevava. Era assim o estado metereológico de Janeiro, em HeartLand. Mas eu não trocava nada por HeartLand. Era uma terra especial e fazia de mim uma pessoa mais especial ainda. Tal como ele. Francesco. O italiano mais giro e parvo de sempre. Verdade seja dita não conhecia mais nenhum... Ainda hoje não sei como me fui apaixonar por ele. Não tem nada a ver comigo, somos os opostos. Mas uma coisa é certa, se ele fora mesmo sincero comigo, eu tinha sido a única mulher a conseguir mudá-lo. Foi das primeiras coisas que ele me disse quando começou a sentir-se atraído por mim, muito antes do primeiro amo-te. Para mim valeu muito mais. Fizemos juras de amor, gritámos na encosta mais alta de HeartLand o nome de ambos, sonhámos casar, imaginámos as crianças que um dia haveríamos de conceber. Mas neste momento, Francesco tinha invertido o sentido às coisas.
(continua...)
Madalena Rabaça
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
As Cinquenta Sombras de Grey: o livro
Foi ontem. Ontem acabei o primeiro livro da saga "As Cinquenta Sombras de Grey"! Gostei bastante. Recalco o facto de ser um livro que deve ser lido por MULHERES e HOMENS. Não apenas por mulheres, como se vê diariamente. Os homens deveriam ler e perceber certas coisas que estão evidentes na história. Não, não estou a falar da parte erótica (também podem aprender, vá). Mas existe muito para além do erotismo escaldante que é descrito meticulosamente e que deixa qualquer pessoa com vontade de fugir para o paraíso (sem filhos, sem maridos, sem preocupações, apenas com o CHRISTIAN). O Christian e a sua personalidade meio querida, meio arrogante. Todo um conjunto de sentimentos e emoções que estão expressos neste enredo pesa também bastante na balança; é por isso que digo que será uma boa aprendizagem a leitura na íntegra, por parte de casais, solteiros, divorciados, ...
Resumindo, e como já perceberam, eu recomendo vivamente que leiam! Quanto ao filme, e não contem a ninguém mas, estou mortinha para ver.
Madalena Rabaça
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