Ou para ser mais concreta e precisa: O GANG DAS SOLTEIRAS!
Em todos os grupos existe este gang que embora faça magia onde quer que vá, não consegue deixar o rótulo nem por nada. Desfilam como
top models em todos os corredores, sejam da escola ou do supermercado. Não precisam de maquilhagem para terem aquele
brilhozinho nos olhos, qualquer trapo lhes fica bem independentemente da situação. Os homens suspiram e as mulheres
piram! A ameaça está à vista... mas elas são selvagens apenas de nome! Vivem solteiras e recomendam-se assim por muito mais tempo, embora quase todas passem a vida a sonhar acordadas com o
tal ou até mesmo com o príncipe encantado.
Podem ser corações moles. Duronas, mas que não deixam de chorar num filme baseado numa história do Nicholas Sparks. Crianças autênticas que se riem de tudo. Ingénuas ao ponto de praticarem o mesmo erro ou caírem na mesma armadilha 30 vezes. Podem ser choronas, que até em documentários científicos choram baba e ranho e pedem
Kleenex. Vaidosas e acharem que durante o Inverno rigoroso podem usar roupa de Verão. Eternamente apaixonadas pela vida que só querem é conhecer outros locais e outras tradições. Marias rapaz fazendo do seu melhor amigo o seu namorado. Inteligentes mas que cometem as maiores burrices com o sexo oposto. As "vida louca" que só pensam quem irão conhecer naquele bar ou naquela discoteca. Assertivas quando no minuto seguinte podem cometer as maiores atrocidades amorosas. As românticas incuráveis que só pensam em como vai começar o
Era uma vez... e como vai acabar o
E ficaram felizes para sempre!. Realistas mas incompletas com aquilo que a vida não lhes oferece. As determinadas que dizem a célebre frase "nunca mais me vou apaixonar" e acabam apaixonadas pelo primeiro tontinho, assim que saem de casa. Espirituais e cheias de fé que acham que o seu amor está naquele dia de sol, à porta da faculdade, porque as cartas ou os orishás o disseram, Certinhas até ao momento em que o maior gato lhes pede boleia e lhes manda parar no meio do nada para as amar como nunca ninguém as amou. Sempre reservadas e sombrias, mas que no fundo vivem remorsos de não conseguirem exteriorizar a paixão por A ou B. As azaradas, tanto no jogo como no amor.
As
criativas, que mesmo quando o mundo lhes fecha portas estas inventam maneiras para poderem abrir janelas até nos sítios mais improváveis e mais impossíveis.
O gang das solteiras, ou melhor, selvagens como gostamos de ser chamadas, está sempre onde menos se espera. Cada uma à sua maneira, nesta selva de desencontros.
Madalena Rabaça