Madalena Rabaça
sábado, 6 de junho de 2015
Presente no amor maternal
Por entre uma Perspectiva Kohlberguiana (que só o nome assusta) e um Desenvolvimento da Representação Gráfica (que, também, é um miminho), dá-se uma espreitadela no Youtube, arranjando maneira de escolher uma banda sonora que faça com que o estudo tenha mais rendimento e o tempo passe de maneira mais saudável. E se há coisa que odeio são aqueles anúncios que introduzem as músicas ou, até mesmo, que as intervalam se for o caso de se estar a usufruir de uma playlist. Irrita-me mesmo, e há anúncios tão parvos! Mas hoje, estando eu concentrada nas minhas "leituras aka sublinhações", eis que um choro de bebé me chama a atenção. Pensei logo "calma lá que isto pode ser giro", e fui ver. Era um anúncio da Dodot! Foi dos anúncios mais mágicos que vi durante os meus pequeninos 20 anos de vida. Caramba, que deslumbramento. Que perfeição. Que amor ver uma criança a nascer. Mas mais ainda deve ser senti-la a nascer. Como que a terra sente brotar todas as suas plantas e as abraça, dando-lhes leito para viverem. "Ser mãe deve ser uma sensação do caraças", citando uma amiga minha após ter partilhado com ela esta demonstração de afecto tão glorificante. Nós mulheres temos o dom de poder receber a maior dádiva que a vida pode oferecer. Somos donas de uma sensibilidade extrema, mas não abusiva, que mais nenhum ser possui. Fomos nós a escolhidas para carregar e trazer ao mundo principiantes da vida. Como não ficar grata por esta sorte tão especial? É realmente fantástico. Não há coisa no Mundo mais reconfortante e calorosa que esta! Por isto e por mais uma quantidade enorme de coisas, eu sonho um dia mais tarde poder ser mãe. Até lá, vou assistindo a demonstrações de afecto como estas,,. :)
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Lamechas?
Um dia alguém me disse que eu era da aldeia. Da aldeia? Calma aí, muita calma nessa hora. Eu não sou da aldeia, e faço questão de referir, eu sou da vila! Parece estranho? Eu diria o mesmo, mas há conversas assim... A conversa continuou, e o assunto seria eu própria sem saber que o era. Confuso, eu sei. O tema seria a Madalena, a amiga do meu amigo. Mas afinal a Madalena de quem se falou tanto era mesmo eu.
"Ela não sabe, mas é a pessoa mais genuína que alguma vez conheci. Não lhe digas isto ok? Ela acha que é lamechas". Sim, óbvio que acho lamechas. Sou muito cor-de-rosa, como toda a gente que me conhece sabe, mas lamechice a mais leva-me a perder a paciência toda. Fico mesmo enjoada! E viva a sinceridade.
"É a pessoa mais teimosa, tonta, desafiante, "breath taking", doida, que conheço, e a juntar a isto até é uma "Miss simpatia"... E tem um enorme coração". Breath taking? Em 20 anos nunca teria ouvido de ninguém este termo e muito menos utilizado para me descrever. Fascinante, não é? Digamos que foi o momento chave, a abertura para o que se seguia... A Miss simpatia nem sempre o sou, muito menos para este amigo, costumo até ser bastante horrível e chamar-lhe nomes feios. O enorme coração não posso esconder, que irritação!
"Está difícil descobrir-lhe defeitos, possa!", disse-me alguém que nem sabe o que lhe espera quando descobrir todos os defeitos de modo sequencial e quase sem tempo para pestanejar. Toda a gente sabe que sou esquisita, na comida principalmente, mas nem isso pôde servir como defeito.
E, sem que eu esperasse, eis que se segue algo em que eu própria fiquei sem respiração!
"Ela é daquelas pessoas que quando entra numa sala, ou noutro sítio qualquer, reparas logo nela, por boas razões claro. Tem um brilho próprio e uma presença inconfundível. É daquelas pessoas que te põe bem disposto quando as coisas te correm bem, e te puxa para cima com um simples sorriso e a sua simplicidade característica. É simples claro... mas complexa ao mesmo tempo. Ainda hoje não a consigo decifrar e isso não me acontece regularmente! Mas por um lado não quero, quero que ela continue a ser um mistério indecifrável para mim, como aqueles que durante décadas deram a volta a milhares de pessoas pelas mais diversa razões. Não a quero decifrar, mas sim compreender como funciona a sua mente e a sua maneira de pensar. É o maior quebra-cabeças com o qual me deparei até agora... E vai continuar a sê-lo, o maior mistério de sempre". Serei a única a ficar sem respirar do princípio ao fim deste pequeno excerto que quase parece ter sido retirado de algum livro de Nicholas Sparks ou de algum desses autores, e não querendo de todo dizer a palavra, lamechas? Pois, parece-me que tenho um amigo a seguir as pisadas literárias do mesmo, e nem sabia.
No fim da conversa ainda me dirige estas palavras, como quem não tem papas na língua nem se preocupa com reacções adversas "É uma teimosa de primeira! Mas até é fixe". Sou bastante teimosa, é verdade. E quando é A, é A, não me venham cá dizer que é B ou qualquer outra letra do alfabeto.
"A Madalena é uma óptima inspiração", e pronto, acho que não tenho mais nada a dizer... Estou com o ego elevadíssimo, amigo. Haja, então, muitos amigos assim. Parvos. (risos)
"Ela não sabe, mas é a pessoa mais genuína que alguma vez conheci. Não lhe digas isto ok? Ela acha que é lamechas". Sim, óbvio que acho lamechas. Sou muito cor-de-rosa, como toda a gente que me conhece sabe, mas lamechice a mais leva-me a perder a paciência toda. Fico mesmo enjoada! E viva a sinceridade.
"É a pessoa mais teimosa, tonta, desafiante, "breath taking", doida, que conheço, e a juntar a isto até é uma "Miss simpatia"... E tem um enorme coração". Breath taking? Em 20 anos nunca teria ouvido de ninguém este termo e muito menos utilizado para me descrever. Fascinante, não é? Digamos que foi o momento chave, a abertura para o que se seguia... A Miss simpatia nem sempre o sou, muito menos para este amigo, costumo até ser bastante horrível e chamar-lhe nomes feios. O enorme coração não posso esconder, que irritação!
"Está difícil descobrir-lhe defeitos, possa!", disse-me alguém que nem sabe o que lhe espera quando descobrir todos os defeitos de modo sequencial e quase sem tempo para pestanejar. Toda a gente sabe que sou esquisita, na comida principalmente, mas nem isso pôde servir como defeito.
E, sem que eu esperasse, eis que se segue algo em que eu própria fiquei sem respiração!
"Ela é daquelas pessoas que quando entra numa sala, ou noutro sítio qualquer, reparas logo nela, por boas razões claro. Tem um brilho próprio e uma presença inconfundível. É daquelas pessoas que te põe bem disposto quando as coisas te correm bem, e te puxa para cima com um simples sorriso e a sua simplicidade característica. É simples claro... mas complexa ao mesmo tempo. Ainda hoje não a consigo decifrar e isso não me acontece regularmente! Mas por um lado não quero, quero que ela continue a ser um mistério indecifrável para mim, como aqueles que durante décadas deram a volta a milhares de pessoas pelas mais diversa razões. Não a quero decifrar, mas sim compreender como funciona a sua mente e a sua maneira de pensar. É o maior quebra-cabeças com o qual me deparei até agora... E vai continuar a sê-lo, o maior mistério de sempre". Serei a única a ficar sem respirar do princípio ao fim deste pequeno excerto que quase parece ter sido retirado de algum livro de Nicholas Sparks ou de algum desses autores, e não querendo de todo dizer a palavra, lamechas? Pois, parece-me que tenho um amigo a seguir as pisadas literárias do mesmo, e nem sabia.
No fim da conversa ainda me dirige estas palavras, como quem não tem papas na língua nem se preocupa com reacções adversas "É uma teimosa de primeira! Mas até é fixe". Sou bastante teimosa, é verdade. E quando é A, é A, não me venham cá dizer que é B ou qualquer outra letra do alfabeto.
"A Madalena é uma óptima inspiração", e pronto, acho que não tenho mais nada a dizer... Estou com o ego elevadíssimo, amigo. Haja, então, muitos amigos assim. Parvos. (risos)
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Porque quando eu digo mata, ela diz esfola
Título curioso, não é? E é real. Tenho uma amiga que tem a vantagem de alinhar nas minhas coisas. No entanto, quando eu apenas tento ser o menos severa possível, vem ela atrás e grita comigo para ser o pior que conseguir. "Coragem!". Será sempre a palavra mais pronunciada entre as duas. Tudo por causa da mania de vermos a Casa dos Segredos e sabermos bem mais que os próprios comentadores do reality show em questão. E o mal que a nossas mães diziam de sermos telespectadoras assíduas daquela "bandalheira"? Passado uma meia dúzia de meses lá nos passou a dita pancada. Ainda bem!
E a maneira como nos conhecemos? Faculdade. Loucos anos 20. Estaria tudo dito, mas connosco há e sempre haverá mais por dizer. Sim... Somos túmulos secretos carregados de segredos uma da outra. Se algum dia, por lapso ou por vingança (credo, nunca na vida), os vários túmulos se destapam teremos o caldo bem entornado!
Está sempre lá o raio da miúda. Lá. Sim, lá. Quando mais preciso. Quando não são horas de lhe ligar e mesmo assim ela me atende. Quando eu faço a pior m*rda, a mais horrível. Quando eu choro. No entanto está sempre lá quando eu me quero rir, mas rir a sério, tipo quando se tem dores nos abdominais. Por falar em abdominais, a mãe dela já me pediu que a levasse comigo para o ginásio mas ela afirma que o sofá será sempre mais importante que qualquer aula de Zumba ou elíptica seguida de passadeira. .
Já nos zangámos.Somos tão princesas que até zangadas temos estilo. Já estivemos dias sem nos falar. Sim, dias. Acham que conseguiríamos estar mais de 48h sem trocarmos alguma palavra? Esta pergunta era retórica mas eu respondo: nunca.
O meu sonho é casar e ter filhos. E o dela? Também, mas não o demonstra tanto como eu. Saímos as duas de uma daquelas histórias de encantar em que príncipes ainda lutam por princesas, mas nem sempre somos as escolhidas; nós percebemos, os príncipes também se enganam, mas na história, tal como nem sempre somos as eleitas, nem sempre dá para retroceder como se faz no Word e corrigir os erros. Bem, mas isso serão sempre outros pormenores que vamos resolvendo diariamente, em conferência, como se de uma reunião geral de administradores da TAP se tratasse.
No futuro seremos Psicólogas. É estranho dizer isto e ainda é mais estranho pensar. Seremos sempre aquelas que comunicam por hashtag, que falam 4h ao telefone, que riem de apresentações orais, que gastam mais dinheiro em comida do que em roupa e acessórios (depende do estado de espírito, digamos que poderá ser metade/metade), que adoram uma boa revista cor-de-rosa, que escolhem a carruagem do metro para poderem ir juntas no mesmo, que dormem em casa uma da outra sem que isso implique dormir, que viajam nem que seja do Campo Grande ao Saldanha, que choram em filmes românticos, que comem paté de frango, que conspiram a favor/contra alguém, que têm altos discursos filosóficos, aquelas que perguntam "Vamos beber café? A Londres?"... Aquelas que, no fundo, se apoiam e muito.
Teria tanto mais para dizer, mas a descrição também sempre foi algo por que optámos.
Já a minha avó dizia, há umas semanas atrás, "arranjaste uma grande amiga".
E arranjei. Obrigada.
E a maneira como nos conhecemos? Faculdade. Loucos anos 20. Estaria tudo dito, mas connosco há e sempre haverá mais por dizer. Sim... Somos túmulos secretos carregados de segredos uma da outra. Se algum dia, por lapso ou por vingança (credo, nunca na vida), os vários túmulos se destapam teremos o caldo bem entornado!
Está sempre lá o raio da miúda. Lá. Sim, lá. Quando mais preciso. Quando não são horas de lhe ligar e mesmo assim ela me atende. Quando eu faço a pior m*rda, a mais horrível. Quando eu choro. No entanto está sempre lá quando eu me quero rir, mas rir a sério, tipo quando se tem dores nos abdominais. Por falar em abdominais, a mãe dela já me pediu que a levasse comigo para o ginásio mas ela afirma que o sofá será sempre mais importante que qualquer aula de Zumba ou elíptica seguida de passadeira. .Já nos zangámos.Somos tão princesas que até zangadas temos estilo. Já estivemos dias sem nos falar. Sim, dias. Acham que conseguiríamos estar mais de 48h sem trocarmos alguma palavra? Esta pergunta era retórica mas eu respondo: nunca.
O meu sonho é casar e ter filhos. E o dela? Também, mas não o demonstra tanto como eu. Saímos as duas de uma daquelas histórias de encantar em que príncipes ainda lutam por princesas, mas nem sempre somos as escolhidas; nós percebemos, os príncipes também se enganam, mas na história, tal como nem sempre somos as eleitas, nem sempre dá para retroceder como se faz no Word e corrigir os erros. Bem, mas isso serão sempre outros pormenores que vamos resolvendo diariamente, em conferência, como se de uma reunião geral de administradores da TAP se tratasse.
No futuro seremos Psicólogas. É estranho dizer isto e ainda é mais estranho pensar. Seremos sempre aquelas que comunicam por hashtag, que falam 4h ao telefone, que riem de apresentações orais, que gastam mais dinheiro em comida do que em roupa e acessórios (depende do estado de espírito, digamos que poderá ser metade/metade), que adoram uma boa revista cor-de-rosa, que escolhem a carruagem do metro para poderem ir juntas no mesmo, que dormem em casa uma da outra sem que isso implique dormir, que viajam nem que seja do Campo Grande ao Saldanha, que choram em filmes românticos, que comem paté de frango, que conspiram a favor/contra alguém, que têm altos discursos filosóficos, aquelas que perguntam "Vamos beber café? A Londres?"... Aquelas que, no fundo, se apoiam e muito.
Teria tanto mais para dizer, mas a descrição também sempre foi algo por que optámos.Já a minha avó dizia, há umas semanas atrás, "arranjaste uma grande amiga".
E arranjei. Obrigada.
sábado, 18 de abril de 2015
Tu e ele
Tu e ele são tão diferentes. O oposto. Se vos colocasse numa balança, a balança iria ficar descoordenada por completo, sem saber qual dos dois pesaria mais. Para ela, tu pesas mais. Para ela tu és o sonho mas também a realidade. Não vive sem ti. Chora quando não a atendes. Ri quando, entre dentes, lhe contas uma piada. Sofre sempre que lhe respondes de maneira sêca e fria, mostrando o pouco interesse que possuis nela.
Ao contrário de ti, ele apenas anseia que ela lhe sorria. Que um dia vão passear pelo jardim e ver os patinhos no lago, criando aquele ambiente in love que tanto vemos nos filmes sobre primeiros amores. Ele é o eterno apaixonado por ela, desde os primeiros anos de escola, em que brincavam ao esconde-esconde e ele não se importava nada de ir procurá-la. É isso, ele procura-a. E o irónico é que ele está sempre lá quando tu não estás. Mas ela gosta de ti e não dele. Ela vive de amores por quem nem sequer palpita 3 segundos pela sua existência. Ele gosta dela de verdade mas ela não vê... ou não quer ver.
Ela só te vê a ti. Tu nem a vês. Ele deseja vê-la todos os dias na sua vida.
Tu és ladrão de vários corações. Ele é prisioneiro de um só coração.
Ao contrário de ti, ele apenas anseia que ela lhe sorria. Que um dia vão passear pelo jardim e ver os patinhos no lago, criando aquele ambiente in love que tanto vemos nos filmes sobre primeiros amores. Ele é o eterno apaixonado por ela, desde os primeiros anos de escola, em que brincavam ao esconde-esconde e ele não se importava nada de ir procurá-la. É isso, ele procura-a. E o irónico é que ele está sempre lá quando tu não estás. Mas ela gosta de ti e não dele. Ela vive de amores por quem nem sequer palpita 3 segundos pela sua existência. Ele gosta dela de verdade mas ela não vê... ou não quer ver.
Ela só te vê a ti. Tu nem a vês. Ele deseja vê-la todos os dias na sua vida.
Tu és ladrão de vários corações. Ele é prisioneiro de um só coração.
Madalena Rabaça
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Gang das Selvagens
Ou para ser mais concreta e precisa: O GANG DAS SOLTEIRAS!
Em todos os grupos existe este gang que embora faça magia onde quer que vá, não consegue deixar o rótulo nem por nada. Desfilam como top models em todos os corredores, sejam da escola ou do supermercado. Não precisam de maquilhagem para terem aquele brilhozinho nos olhos, qualquer trapo lhes fica bem independentemente da situação. Os homens suspiram e as mulheres piram! A ameaça está à vista... mas elas são selvagens apenas de nome! Vivem solteiras e recomendam-se assim por muito mais tempo, embora quase todas passem a vida a sonhar acordadas com o tal ou até mesmo com o príncipe encantado.
Podem ser corações moles. Duronas, mas que não deixam de chorar num filme baseado numa história do Nicholas Sparks. Crianças autênticas que se riem de tudo. Ingénuas ao ponto de praticarem o mesmo erro ou caírem na mesma armadilha 30 vezes. Podem ser choronas, que até em documentários científicos choram baba e ranho e pedem Kleenex. Vaidosas e acharem que durante o Inverno rigoroso podem usar roupa de Verão. Eternamente apaixonadas pela vida que só querem é conhecer outros locais e outras tradições. Marias rapaz fazendo do seu melhor amigo o seu namorado. Inteligentes mas que cometem as maiores burrices com o sexo oposto. As "vida louca" que só pensam quem irão conhecer naquele bar ou naquela discoteca. Assertivas quando no minuto seguinte podem cometer as maiores atrocidades amorosas. As românticas incuráveis que só pensam em como vai começar o Era uma vez... e como vai acabar o E ficaram felizes para sempre!. Realistas mas incompletas com aquilo que a vida não lhes oferece. As determinadas que dizem a célebre frase "nunca mais me vou apaixonar" e acabam apaixonadas pelo primeiro tontinho, assim que saem de casa. Espirituais e cheias de fé que acham que o seu amor está naquele dia de sol, à porta da faculdade, porque as cartas ou os orishás o disseram, Certinhas até ao momento em que o maior gato lhes pede boleia e lhes manda parar no meio do nada para as amar como nunca ninguém as amou. Sempre reservadas e sombrias, mas que no fundo vivem remorsos de não conseguirem exteriorizar a paixão por A ou B. As azaradas, tanto no jogo como no amor.
As criativas, que mesmo quando o mundo lhes fecha portas estas inventam maneiras para poderem abrir janelas até nos sítios mais improváveis e mais impossíveis.
O gang das solteiras, ou melhor, selvagens como gostamos de ser chamadas, está sempre onde menos se espera. Cada uma à sua maneira, nesta selva de desencontros.
Em todos os grupos existe este gang que embora faça magia onde quer que vá, não consegue deixar o rótulo nem por nada. Desfilam como top models em todos os corredores, sejam da escola ou do supermercado. Não precisam de maquilhagem para terem aquele brilhozinho nos olhos, qualquer trapo lhes fica bem independentemente da situação. Os homens suspiram e as mulheres piram! A ameaça está à vista... mas elas são selvagens apenas de nome! Vivem solteiras e recomendam-se assim por muito mais tempo, embora quase todas passem a vida a sonhar acordadas com o tal ou até mesmo com o príncipe encantado.
Podem ser corações moles. Duronas, mas que não deixam de chorar num filme baseado numa história do Nicholas Sparks. Crianças autênticas que se riem de tudo. Ingénuas ao ponto de praticarem o mesmo erro ou caírem na mesma armadilha 30 vezes. Podem ser choronas, que até em documentários científicos choram baba e ranho e pedem Kleenex. Vaidosas e acharem que durante o Inverno rigoroso podem usar roupa de Verão. Eternamente apaixonadas pela vida que só querem é conhecer outros locais e outras tradições. Marias rapaz fazendo do seu melhor amigo o seu namorado. Inteligentes mas que cometem as maiores burrices com o sexo oposto. As "vida louca" que só pensam quem irão conhecer naquele bar ou naquela discoteca. Assertivas quando no minuto seguinte podem cometer as maiores atrocidades amorosas. As românticas incuráveis que só pensam em como vai começar o Era uma vez... e como vai acabar o E ficaram felizes para sempre!. Realistas mas incompletas com aquilo que a vida não lhes oferece. As determinadas que dizem a célebre frase "nunca mais me vou apaixonar" e acabam apaixonadas pelo primeiro tontinho, assim que saem de casa. Espirituais e cheias de fé que acham que o seu amor está naquele dia de sol, à porta da faculdade, porque as cartas ou os orishás o disseram, Certinhas até ao momento em que o maior gato lhes pede boleia e lhes manda parar no meio do nada para as amar como nunca ninguém as amou. Sempre reservadas e sombrias, mas que no fundo vivem remorsos de não conseguirem exteriorizar a paixão por A ou B. As azaradas, tanto no jogo como no amor.
As criativas, que mesmo quando o mundo lhes fecha portas estas inventam maneiras para poderem abrir janelas até nos sítios mais improváveis e mais impossíveis.
O gang das solteiras, ou melhor, selvagens como gostamos de ser chamadas, está sempre onde menos se espera. Cada uma à sua maneira, nesta selva de desencontros.
Madalena Rabaça
sábado, 28 de março de 2015
Quero? Não quero?
As pessoas não sabem o que querem. E infelizmente ao não saberem, magoam quem tão bem o sabe. Quem ama. Quem respeita. Quem protege. Quem deixava tudo por alguém. O amor pode deixar-nos aluados mas não é desculpa para nos deixar sem certezas.
Gosto de ti hoje, mas espera, acho que amanhã já não vou gostar.
O amor precisa de gente decidida. Decidida a mudar, a lutar, a desejar e fazer desejar, a suportar, a esperar, a amar muito. O amor precisa de juras eternas à luz da Lua, de passeios matinais à beira-mar, de lanches cheios de chocolate e gelado, de escaladas na maior montanha e de beijos no pico mais alto de sempre. O amor não se interessa por cores ou por estilos, por tipos de música ou desportos favoritos. O amor é o querer. Querer sempre mais na companhia de quem gostamos. Seja um cinema ao ar livre ou um piquenique no meio da sala de estar. Não há impedimentos. Se os houver é porque não é amor.
Queres?
Gosto de ti hoje, mas espera, acho que amanhã já não vou gostar.
O amor precisa de gente decidida. Decidida a mudar, a lutar, a desejar e fazer desejar, a suportar, a esperar, a amar muito. O amor precisa de juras eternas à luz da Lua, de passeios matinais à beira-mar, de lanches cheios de chocolate e gelado, de escaladas na maior montanha e de beijos no pico mais alto de sempre. O amor não se interessa por cores ou por estilos, por tipos de música ou desportos favoritos. O amor é o querer. Querer sempre mais na companhia de quem gostamos. Seja um cinema ao ar livre ou um piquenique no meio da sala de estar. Não há impedimentos. Se os houver é porque não é amor.
Queres?
Madalena Rabaça
quinta-feira, 26 de março de 2015
Tag 7 Coisas e Tag Amo/odeio
Hoje trago um post diferente! Fui nomeada pela Jessie Bessie (Jéssica Rolho), grande protagonista do blog fantástico "O Diário da Jessie Bessie", para a Tag que se segue. No final, vou nomear 10 blogs a fazerem o mesmo e, quem for nomeado não poderá esquecer-se de colocar as imagens da Tag e as pessoas/blogs que os nomearam.
7 coisas a fazer antes de morrer
- Fazer voluntariado em África
- Escrever um livro
- Visitar a Austrália
- Casar
- Ter filhos
- Fazer um cruzeiro
- Comprar uma casa à beira-mar
- Escrever um livro
- Visitar a Austrália
- Casar
- Ter filhos
- Fazer um cruzeiro
- Comprar uma casa à beira-mar
7 coisas que mais digo
- Oh, adoro!
- Coragem!
- Ai é?
- Não sei...
- Pronto, tu é que sabes!
- Que nervos!
- A sério?
- Coragem!
- Ai é?
- Não sei...
- Pronto, tu é que sabes!
- Que nervos!
- A sério?
7 coisas que faço bem
- Petit Gateux de Chocolate
- Ouvir as pessoas
- Expressar-me
- Escrever
- Strogonoff
- Pintar as unhas
- Aconselhar
- Ouvir as pessoas
- Expressar-me
- Escrever
- Strogonoff
- Pintar as unhas
- Aconselhar
7 coisas que não faço bem
- Correr
- Equações difíceis
- Esquecer alguém importante
- Rir alto
- Deitar-me tarde
- Irritar-me facilmente
- Sujar tudo quando cozinho
- Equações difíceis
- Esquecer alguém importante
- Rir alto
- Deitar-me tarde
- Irritar-me facilmente
- Sujar tudo quando cozinho
7 coisas que me encantam
- O amor sincero
- A manifestação do mesmo amor sincero
- Bebés
- Paisagens bonitas
- Chegar a casa (Alentejo)
- Comer chocolate
- Ler um bom livro
- A manifestação do mesmo amor sincero
- Bebés
- Paisagens bonitas
- Chegar a casa (Alentejo)
- Comer chocolate
- Ler um bom livro
10 coisas que amo
- Cor-de-rosa
- Os meus pais e a minha irmã
- Os meus avós
- Chocolate quente
- Gomas
- Estar com os amigos
- Rir bastante
- Fazer teatro
- Reencontrar amigos
- Encontrar aqueles sapatos perfeitos
- Os meus pais e a minha irmã
- Os meus avós
- Chocolate quente
- Gomas
- Estar com os amigos
- Rir bastante
- Fazer teatro
- Reencontrar amigos
- Encontrar aqueles sapatos perfeitos
10 coisas que odeio
- Fazer malas
- Queijo mal-cheiroso
- Viagens de carro
- Cerveja
- Aspirar
- Cheiro a vinagre
- Pessoas arrogantes, parvas, e invejosas
- Livros que me deixam desinteressada
- Quem não sabe o que quer
- Estar longe e ter saudades
- Queijo mal-cheiroso
- Viagens de carro
- Cerveja
- Aspirar
- Cheiro a vinagre
- Pessoas arrogantes, parvas, e invejosas
- Livros que me deixam desinteressada
- Quem não sabe o que quer
- Estar longe e ter saudades
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