quinta-feira, 1 de outubro de 2015

TAG: As 10 coisas a fazer antes dos 30

Fui nomeada pela colega e amiga blogger Jéssica (Jessie Bessie) a responder a esta tag. E pensei: vamos lá fazer a rentrée do blog, após umas férias atribuladas, com este grande desafio! Acho que não havia melhor forma de voltar, não acham? 

Obrigada Jéssica, e olha, cá vai!

1 - Ir às ilhas gregas

2 - Fazer um workshop de maquilhagem daqueles mesmo a sério

3 - Aprender a costurar

4 - Acabar o mestrado em Psicologia e arranjar emprego

5 - Casar e ter o primeiro baby (?)

6 - Fazer voluntariado fora de Portugal

7 - Ser madrinha (atenção amigas, vale tudo: casamento, baptismo,..!)

8 - Cortar o cabelo de forma a ficar acima dos ombros

9 - Participar numa novela (excluindo a figuração)

10 - Adquirir uma casa que seja totalmente a minha cara

Como é óbvio (ou pelo menos deveria ser para quem me conhece bem) estas 10 coisas não estão por ordem de preferência nem cronológica nem ordem nenhuma. Também não traduzem tudo aquilo que eu quero fazer antes dos 30. No entanto, aqui fica um leve aroma de algumas coisitas que ambiciono fazer... :)

Madalena Rabaça

domingo, 12 de julho de 2015

Página de uma época de desespero

Não sair de casa durante 3 ou mais dias.

Pintar as unhas e passados 30 minutos pegar na acetona e tirar tudo.

Dar 6 voltas à casa sem parar.

Comer bolachas, bolos, chocolates, iogurtes.

Olhar para a matéria e desesperar.

Ligar à amiga, quase a chorar, enquanto ela faz de tudo para que isso não aconteça.

Chorar baba e ranho com a colega de casa e ela obrigar-nos a sair de casa.

Ligar ao amigo a chorar, e ele ficar ainda mais preocupado que nós próprios.

Comer uma fatia enorme de bolo de chocolate (e ficar super enjoada).

Inspirar e expirar, como se nos tivessem tirado o ar uns momentos antes.

Olhar de novo para a matéria, mas noutro ponto.

Achar que se é capaz, mesmo faltando apenas um dia.

Ligar à mãe a contar o drama e a mãe dizer que não seria normal se não houvesse choro nesta época.

Cozinhar pasta.

Relaxar.

Reiniciar o estudo.

Adormecer com a esperança que o dia seguinte seja mais calmo e acreditar que somos capazes.


Há épocas e épocas. Há marés e marinheiros. O que é certo é que a época de exames não é, de todo, uma boa época. Os nervos estão à flor da pele e a capacidade de regularmos as emoções parece ter sido perdida no horizonte. Todos os estudantes sentem, ou já sentiram, vontade de desistir e meter a cabeça debaixo da almofada até que passem estes malditos dias. É normal, tudo faz parte. A minha época está mesmo quase a chegar ao fim, resta um pouco mais de luta e persistência. Mas de uma coisa eu sei: o pior já passou! 


Madalena Rabaça

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Silêncios repletos de sabedoria... e amor :)

"O melhor é o que fica por se dizer."

Frase da minha mãe relativamente a um assunto reles e parvo, iniciado por mim, durante uma daquelas longas chamadas de fim de dia bem caracterizadas pela época de exames em que me encontro e em que as emoções ficam mais salientes e as saudades "desajudam". Sou capaz de falar mais de 3 vezes por dia com ela, mas a última chamada, sempre à mesma hora, será sempre a mais prolongada. "O que foi o jantar?", "O que estás a fazer?", "Vai descansar que já são horas, ou não?" serão sempre as eternas perguntas.

Quando eu digo que fiz sopa e a sopa tem demasiado sabor a alho francês e, ainda, reclamo por ter feito um panelão, a minha mãe diz logo que não devia ter feito tanta. É certinho e direitinho. Mas acreditem em mim: não ter noção das quantidades é uma coisa que me assiste. Acontece-me o mesmo com o arroz - sou capaz de fazer arroz para 10 pessoas. Quando lavo roupa e a levo para a minha casa, a minha mãe lava-a novamente. Oh mãe, eu não tenho uma varanda em Lisboa, tenho uma marquise e já é com muita sorte, Nada melhor que o vento e a ajuda do Sol para secar a bela da roupa, como se da Aldeia da Roupa Branca se tratasse! Mas não, aqui só a aragem agradável dos carros e um pouco de Sol à tarde.

Mais serão as coisas que não se dizem mas que se pensam. Mãe é mãe. Mãe pensa e não diz, mãe pensa e mostra. Mãe sorri quando tudo parece triste à nossa volta. Mãe aconselha. Mãe traduz. Mãe ajuda mesmo quando não está perto e é preciso indicações para se fazer uma canja de galinha, Mãe reclama. Mãe ri quando se questiona se os calções cinzentos podem ir a lavar com as leggings pretas. Mãe zanga-se. Mãe é cúmplice. Mãe interpreta. Mãe procura aquele vestido do ano passado que tanto quero vestir hoje à noite. Mãe cativa. Mãe atende o telefone às tantas da manhã. Mãe resolve. Mãe sabe o que é "a tua cara". Mãe ouve até ao fim, mesmo que sejam 15 minutos de discurso rápido e stressante, Mãe está lá, cá, hoje, sempre.

Obrigada MÃE. O melhor fica mesmo por se dizer...


Madalena Rabaça


sábado, 6 de junho de 2015

Presente no amor maternal

Por entre uma Perspectiva Kohlberguiana (que só o nome assusta) e um Desenvolvimento da Representação Gráfica (que, também, é um miminho), dá-se uma espreitadela no Youtube, arranjando maneira de escolher uma banda sonora que faça com que o estudo tenha mais rendimento e o tempo passe de maneira mais saudável. E se há coisa que odeio são aqueles anúncios que introduzem as músicas ou, até mesmo, que as intervalam se for o caso de se estar a usufruir de uma playlist. Irrita-me mesmo, e há anúncios tão parvos! Mas hoje, estando eu concentrada nas minhas "leituras aka sublinhações", eis que um choro de bebé me chama a atenção. Pensei logo "calma lá que isto pode ser giro", e fui ver. Era um anúncio da Dodot! Foi dos anúncios mais mágicos que vi durante os meus pequeninos 20 anos de vida. Caramba, que deslumbramento. Que perfeição. Que amor ver uma criança a nascer. Mas mais ainda deve ser senti-la a nascer. Como que a terra sente brotar todas as suas plantas e as abraça, dando-lhes leito para viverem. "Ser mãe deve ser uma sensação do caraças", citando uma amiga minha após ter partilhado com ela esta demonstração de afecto tão glorificante. Nós mulheres temos o dom de poder receber a maior dádiva que a vida pode oferecer. Somos donas de uma sensibilidade extrema, mas não abusiva, que mais nenhum ser possui. Fomos nós a escolhidas para carregar e trazer ao mundo principiantes da vida. Como não ficar grata por esta sorte tão especial? É realmente fantástico. Não há coisa no Mundo mais reconfortante e calorosa que esta! Por isto e por mais uma quantidade enorme de coisas, eu sonho um dia mais tarde poder ser mãe. Até lá, vou assistindo a demonstrações de afecto como estas,,. :)


Madalena Rabaça

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Lamechas?

Um dia alguém me disse que eu era da aldeia. Da aldeia? Calma aí, muita calma nessa hora. Eu não sou da aldeia, e faço questão de referir, eu sou da vila! Parece estranho? Eu diria o mesmo, mas há conversas assim... A conversa continuou, e o assunto seria eu própria sem saber que o era. Confuso, eu sei. O tema seria a Madalena, a amiga do meu amigo. Mas afinal a Madalena de quem se falou tanto era mesmo eu.

"Ela não sabe, mas é a pessoa mais genuína que alguma vez conheci. Não lhe digas isto ok? Ela acha que é lamechas". Sim, óbvio que acho lamechas. Sou muito cor-de-rosa, como toda a gente que me conhece sabe, mas lamechice a mais leva-me a perder a paciência toda. Fico mesmo enjoada! E viva a sinceridade.

"É a pessoa mais teimosa, tonta, desafiante, "breath taking", doida, que conheço, e a juntar a isto até é uma "Miss simpatia"... E tem um enorme coração". Breath taking? Em 20 anos nunca teria ouvido de ninguém este termo e muito menos utilizado para me descrever. Fascinante, não é? Digamos que foi o momento chave, a abertura para o que se seguia... A Miss simpatia nem sempre o sou, muito menos para este amigo, costumo até ser bastante horrível e chamar-lhe nomes feios. O enorme coração não posso esconder, que irritação!

"Está difícil descobrir-lhe defeitos, possa!", disse-me alguém que nem sabe o que lhe espera quando descobrir todos os defeitos de modo sequencial e quase sem tempo para pestanejar. Toda a gente sabe que sou esquisita, na comida principalmente, mas nem isso pôde servir como defeito.

E, sem que eu esperasse, eis que se segue algo em que eu própria fiquei sem respiração!
"Ela é daquelas pessoas que quando entra numa sala, ou noutro sítio qualquer, reparas logo nela, por boas razões claro. Tem um brilho próprio e uma presença inconfundível. É daquelas pessoas que te põe bem disposto quando as coisas te correm bem, e te puxa para cima com um simples sorriso e a sua simplicidade característica. É simples claro... mas complexa ao mesmo tempo. Ainda hoje não a consigo decifrar e isso não me acontece regularmente! Mas por um lado não quero, quero que ela continue a ser um mistério indecifrável para mim, como aqueles que durante décadas deram a volta a milhares de pessoas pelas mais diversa razões. Não a quero decifrar, mas sim compreender como funciona a sua mente e a sua maneira de pensar. É o maior quebra-cabeças com o qual me deparei até agora... E vai continuar a sê-lo, o maior mistério de sempre". Serei a única a ficar sem respirar do princípio ao fim deste pequeno excerto que quase parece ter sido retirado de algum livro de Nicholas Sparks ou de algum desses autores, e não querendo de todo dizer a palavra, lamechas? Pois, parece-me que tenho um amigo a seguir as pisadas literárias do mesmo, e nem sabia.

No fim da conversa ainda me dirige estas palavras, como quem não tem papas na língua nem se preocupa com reacções adversas "É uma teimosa de primeira! Mas até é fixe". Sou bastante teimosa, é verdade. E quando é A, é A, não me venham cá dizer que é B ou qualquer outra letra do alfabeto.

"A Madalena é uma óptima inspiração", e pronto, acho que não tenho mais nada a dizer... Estou com o ego elevadíssimo, amigo. Haja, então, muitos amigos assim. Parvos. (risos)


Madalena Rabaça

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Porque quando eu digo mata, ela diz esfola

Título curioso, não é? E é real. Tenho uma amiga que tem a vantagem de alinhar nas minhas coisas. No entanto, quando eu apenas tento ser o menos severa possível, vem ela atrás e grita comigo para ser o pior que conseguir. "Coragem!". Será sempre a palavra mais pronunciada entre as duas. Tudo por causa da mania de vermos a Casa dos Segredos e sabermos bem mais que os próprios comentadores do reality show em questão. E o mal que a nossas mães diziam de sermos telespectadoras assíduas daquela "bandalheira"? Passado uma meia dúzia de meses lá nos passou a dita pancada. Ainda bem!
E a maneira como nos conhecemos? Faculdade. Loucos anos 20. Estaria tudo dito, mas connosco há e sempre haverá mais por dizer. Sim... Somos túmulos secretos carregados de segredos uma da outra. Se algum dia, por lapso ou por vingança (credo, nunca na vida), os vários túmulos se destapam teremos o caldo bem entornado!
Está sempre lá o raio da miúda. Lá. Sim, lá. Quando mais preciso. Quando não são horas de lhe ligar e mesmo assim ela me atende. Quando eu faço a pior m*rda, a mais horrível. Quando eu choro. No entanto está sempre lá quando eu me quero rir, mas rir a sério, tipo quando se tem dores nos abdominais. Por falar em abdominais, a mãe dela já me pediu que a levasse comigo para o ginásio mas ela afirma que o sofá será sempre mais importante que qualquer aula de Zumba ou elíptica seguida de passadeira. .
Já nos zangámos.Somos tão princesas que até zangadas temos estilo. Já estivemos dias sem nos falar. Sim, dias. Acham que conseguiríamos estar mais de 48h sem trocarmos alguma palavra? Esta pergunta era retórica mas eu respondo: nunca.
O meu sonho é casar e ter filhos. E o dela? Também, mas não o demonstra tanto como eu. Saímos as duas de uma daquelas histórias de encantar em que príncipes ainda lutam por princesas, mas nem sempre somos as escolhidas; nós percebemos, os príncipes também se enganam, mas na história, tal como nem sempre somos as eleitas, nem sempre dá para retroceder como se faz no Word e corrigir os erros. Bem, mas isso serão sempre outros pormenores que vamos resolvendo diariamente, em conferência, como se de uma reunião geral de administradores da TAP se tratasse.
No futuro seremos Psicólogas. É estranho dizer isto e ainda é mais estranho pensar. Seremos sempre aquelas que comunicam por hashtag, que falam 4h ao telefone, que riem de apresentações orais, que gastam mais dinheiro em comida do que em roupa e acessórios (depende do estado de espírito, digamos que poderá ser metade/metade), que adoram uma boa revista cor-de-rosa, que escolhem a carruagem do metro para poderem ir juntas no mesmo, que dormem em casa uma da outra sem que isso implique dormir, que viajam nem que seja do Campo Grande ao Saldanha, que choram em filmes românticos, que comem paté de frango, que conspiram a favor/contra alguém, que têm altos discursos filosóficos, aquelas que perguntam "Vamos beber café? A Londres?"... Aquelas que, no fundo, se apoiam e muito.
Teria tanto mais para dizer, mas a descrição também sempre foi algo por que optámos.
Já a minha avó dizia, há umas semanas atrás, "arranjaste uma grande amiga".
E arranjei. Obrigada.



sábado, 18 de abril de 2015

Tu e ele

Tu e ele são tão diferentes. O oposto. Se vos colocasse numa balança, a balança iria ficar descoordenada por completo, sem saber qual dos dois pesaria mais. Para ela, tu pesas mais. Para ela tu és o sonho mas também a realidade. Não vive sem ti. Chora quando não a atendes. Ri quando, entre dentes, lhe contas uma piada. Sofre sempre que lhe respondes de maneira sêca e fria, mostrando o pouco interesse que possuis nela.

Ao contrário de ti, ele apenas anseia que ela lhe sorria. Que um dia vão passear pelo jardim e ver os patinhos no lago, criando aquele ambiente in love que tanto vemos nos filmes sobre primeiros amores. Ele é o eterno apaixonado por ela, desde os primeiros anos de escola, em que brincavam ao esconde-esconde e ele não se importava nada de ir procurá-la. É isso, ele procura-a. E o irónico é que ele está sempre lá quando tu não estás. Mas ela gosta de ti e não dele. Ela vive de amores por quem nem sequer palpita 3 segundos pela sua existência. Ele gosta dela de verdade mas ela não vê... ou não quer ver.
Ela só te vê a ti. Tu nem a vês. Ele deseja vê-la todos os dias na sua vida.

Tu és ladrão de vários corações. Ele é prisioneiro de um só coração. 

Madalena Rabaça